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Friday, January 13, 2012

EduDICAS nº2 – Projecto EduCACES em eco-dicas: Resíduos Sólidos – o teu papel com o papel

EduDICAS nº2 – Projecto EduCACES em eco-dicas
Resíduos Sólidos – o teu papel com o papel

EduDICA – o teu papel com o papel

-) Evitar “usar” ou “tirar” talão nos levantamentos multibanco.
Em Portugal, assim como no mundo em geral, a cada segundo são efectuados milhares de levantamentos das caixas multibanco. Muitas vezes, ou talvez mesmo na maioria das situações, esse talão é desnecessário para que possamos estar informados do balanço e movimentos da nossa conta. A generalidade dos bancos possui já a possibilidade de consulta “on-line” desse tipo de informação pelo que é cada vez mais desnecessário estarmos a gerar resíduos e a desperdiçar papel. Na generalidade dos levantamentos temos também a opção de seleccionar a possibilidade “levantamento sem talão”.

-) Evita “aceitar” ou pedir talões/recibos quando efectuares as tuas compras.
Se contabilizarmos a quantidade de papel que ao fim de uma semana, e de um mês, acabamos por utilizar com os recibos em cada compra/transacção provavelmente iremos ficar supreendid@s e assutad@s com o resultado final. Assim podemos sempre optar por evitar ao máximo levar talão. Nas situações em que é inevitável, podemos reaproveitar o talão usando-o, por exemplo, para bloco de notas por exemplo.

-) Antes de comprares qualquer produto de papel (folhas, blocos, “post-its”) pensa se não podes obter um produto semelhante com o papel usado que tens ao dispor.
Para além de uma economia financeira, e de evitares contribuir para um sistema de hiper-produção e hiper consumista de recursos naturais, estás a contribuir para uma economia ecológica bastante inteligente e positiva. Desde as folhas “A4” usadas que podem servir para folhas de rascunho ou de impressão até aos blocos de notas feitos com recibos ou talões usados não existem limites à tua imaginação e capacidade de aplicar esse princípio essencial que é o da reutilização. Não esquecendo claro, tão ou mais importante, o princípio da redução. Ou seja, quantas vezes nos lembramos, antes de comprar/consumir, de colocar essa importante questão: Até que pronto é mesmo essencial comprar isto?

Consumo e produção de papel.
A produção intensiva de pasta para papel é um problema particularmente grave em Portugal (mas não só) considerando a forma como áreas imensas do nosso território têm vindo a ver paisagens/florestas autóctones e outro tipo de paisagens agro-pastoris ser substituídas por plantações monoculturais de eucalipto (cerca de ¼ da área florestal nacional é já constituída por plantações de eucalipto).
Para além disso esta espécie possui impactos negativos muito acentuados nos ecossistemas (p.ex. erosão e acidificação dos solos, enorme perda de biodiversidade, proliferação descontrolada de uma espécie infestante, intensificação dos fogos florestais) já para não falarmos de todo o impacto ambiental inerente ao transporte e transformação do eucalipto em pasta de papel (químicos utilizados no seu branqueamento por exemplo, num processo que é normalmente extremamente poluente). Nesse sentido é de todo fundamental reduzirmos ao mínimo o nosso consumo de papel, e mais do que reciclarmos ou reutilizarmos o “melhor” resíduo é mesmo aquele que nunca chega a ser produzido. Ainda para mais quando é tão desnecessário fazê-lo. Então já sabes … se multiplicares todos os gestos simples de redução do consumo de papel por todos os dias do ano, é só fazeres as contas à quantidade de papel que estás a evitar consumir e resíduos que estás a evitar produzir.

Pratica e partilha estas EduDICAS
EduGRATOS!

Projecto EduCACES - Educação para a Cidadania Activa e Consciencialização Ecológica e Social
Pedro Jorge pereira,
correio electrónico: ecotopia2012@gmail.com ,telemóvel: 93 447 6236

EduDICAS - Projecto EduCACES em eco-dicas
http://thechange2004.blogspot.com/2011/12/edudicas-projecto-educaces-em-eco-dicas.html

Wednesday, November 24, 2010

Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente O3C´s - Sábado 27 de Novembro

Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente

O3C´s

Dia 27 de Novembro, Sábado, às 10h00

(duração aproximada: 2h00, 2h30)


Ponto de Encontro: Av. dos Aliados, em frente à C.M. Do Porto, junto à estátua de Almeida Garret

Inscrições Limitadas e Gratuitas


(possibilidade opcional de almoço vegetariano conjunto de tod@s participantes, após a oficina, na Casa da Horta – Associação Cultural, trazer também roupa e calçado confortável para caminhar)


É um "lugar comum" dizer-se que a nossa sociedade se globalizou. Talvez seja mais difícil, no entanto, compreendermos ou reflectirmos sobre as mais diversas formas e repercussões dessa mesma globalização na nossa realidade do dia-a-dia. Nunca como hoje os bens que consumimos vieram tanto e de locais tão distantes do nosso planeta. Mas que implicações concretas esse facto terá para cada um de nós?

Numa sociedade dita de consumo cerca de 20% da população dos países ditos “mais desenvolvidos” consome cerca de 80% dos recursos. Esse consumo, ou para se ser mais exacto, consumismo, tido como “normal” e até intrínseco no nosso modo de vida tem no entanto pesadas implicações ambientais e sociais. A nível ecológico é desastrosa a forma como a nossa espécie tem vindo a levar à exaustão os mais diversos recursos naturais do planeta, provocando uma destruição sem ímpar dos habitats selvagens da Terra. Para além disso, e paradoxalmente, uma grande parte dos bens produzidos (quase 90%) são produzidos para uma utilizaçõa efémera (uma única vez) sendo depois responsáveis pela produção de toneladas e toneladas de resíduos cujo tratamento implica também, ele próprio, uma elevada factura ecológica. De entre esses resíduos destacam-se os plásticos, muitos vezes particularmente complexos em termos de reciclagem e recuperação, e outros materiais que quando libertados no meio ambiente natural provocam danos bastante sérios nos ecossistemas e nas espécies animais (muitas aves e mamíferos marinhos, por exemplo, morrem por asfixia devido à ingestão dos mesmos).

A nível económico e social (instâncias que desde logo se encontram intimamente associadas, se é que existe qualquer separação sequer, aos aspectos ecológicos dos fenómenos) os impactos da dita mundialização da economia (outra forma talvez de designar um fenómeno com uma agenda ideológica bem marcada como é o neoliberalismo) estão longe de se traduzir em efeitos muito positivos para as comunidades locais.

Tendo-se os nossos hábitos de consumo (ou maus hábitos) tornado tão banais e inconscientes e questão que urge lançar é: o que podemos nós fazer para fazer a diferença? Para mudar positivamente o nosso estilo de vida adoptando comportamentos e hábitos mais conscientes e positivos do ponto de vista ecológico e social?

A proposta da Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente é uma viagem de reflexão sobre o nosso estilo de vida através de lugares, cores e aromas nevrálgicos para a actividade económica, cultural e social da cidade do Porto. É uma viagem “viva” sobre alguns dos efeitos da globalização económica na nossa comunidade local, assim como um exercício prático de reflexão sobre as nossas escolhas e opções enquanto cidadãos consumidores, nomeadamente em termos de pegada ecológica. Podemos viver consumindo menos e melhor? Podemos viver sendo parte da solução em vez de parte nesse tremendo problema actual que consiste na quantidade de resíduos que produzimos diariamente?

A resposta a essa e muitas outras questões que certamente surgirão poderemos encontrar no coração da própria cidade invicta.

Facilitador: Pedro Jorge Pereira - Activista Eco-Social e Formador

Organização: Futuros Sentidos e Casa da Horta


Contactos e Inscrições:


Pedro Jorge Pereira

93 4476236

ecotopia2012@gmail.com


ou:


Futuros Sentidos

918744241

futurossentidos@gmail.com

http://futurossentidos.wordpress.com/