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Friday, May 27, 2011
Quinta Musas da Fontinha
Um exemplo inspirador e, sem qualquer dúvida, a seguir. Que mais e mais hortas tragam a Natureza, o verde e os alimentos biológicos e locais às nossas cidades permitindo-nos libertar da ditadura do "asfalto e do betão"
Monday, June 14, 2010
AGRICULTURA URBANA
Pela sua tremenda qualidade, torna-se "inevitável" divulgar mais um artigo do Bernardino Guimarães, neste caso sobre as Hortas Urbanas. Creio que as Hortas Urbanas irão adquirir cada vez mais importância e irão-se tornar cada vez mais essenciais num panorama a meu ver muito próximo de agudização da crise económica e escassez alimentar provavelmente derivada do fim da era dos combustíveis fósseis baratos. Seja pelo que for é cada vez mais essencial haver espaços agrícolas também no interior dos próprios centros urbanos. Por muitas razões. Desde logo parece-me que a alimentação terá que passar bastante pela própria auto-produção.
Quarta-feira, Maio 12, 2010
AGRICULTURA URBANA
http://peregrino-bg.blogspot.com/
O sucesso das chamadas «hortas sociais» onde quer que tais experiências tenham sido realizadas, no Porto, em Gaia, na Maia e em outros concelhos, vem confirmar a razoabilidade da agricultura urbana e a sua necessidade. Claro que se trata de iniciativas limitadas e parcelares, que cumprem antes do mais o objectivo de oferecer, a moradores de bairros sociais, uma forma saudável e útil de preenchimento do seu tempo, em ambientes urbanos onde a natureza é uma ausência e os problemas sociais de isolamento se fazem sentir. Já não seria pouco. Mas outros «formatos» de hortas sociais provam, com igual sucesso, que a vontade de cultivar uma pequena parcela, como passatempo mas também como fonte de alimentos frescos, existe e manifesta-se em qualquer meio social. De resto os candidatos a «agricultores citadinos» ultrapassam em muito a disponibilidade de terrenos para o efeito.
A agricultura nunca abandonou totalmente as cidades, e concretamente a área urbana do Grande Porto. Em todo o caso, o que sobrou de uma expulsão metódica e vertiginosa é agora residual. Entendeu-se que campos lavrados, assim como bosques ou até rios correndo nos seus leitos de sempre, representavam como que vestígios da «atraso» e de «arcaísmo» pouco condizentes com as sucessivas ondas de «progresso» medidas em cubicagem de cimento e asfalto.
Ainda não há muitas décadas, o abastecimento de bens alimentares de primeira necessidade das áreas urbanas fazia-se em termos de relativa proximidade. Mesmo na cidade do Porto, boa parte dos legumes e frutas vendidos nos mercados eram colhidos a escassos quilómetros de distância da residência dos seus consumidores.
Tudo mudou, é certo. Hoje, milhares de quilómetros, vencidos a bordo de camiões através da generosa rede de auto-estradas, são atravessados até que cheguem ao seu destino final. Altíssimo consumo de energia, servindo uma rede de grandes superfícies onde o acesso só é possível com recurso ao automóvel, eclipse dos velhos mercados de frescos e do comércio tradicional---acompanhando o despovoamento do casco velho das cidades— eis alguma das consequências deste novo estado de coisas. Insustentável e oneroso, sem dúvida, mas que o será ainda mais caso, como tudo indica, o preço dos combustíveis fósseis venha a aumentar duradouramente.
Precisamos de reabilitar a produção de alimentos numa lógica de proximidade, preservando os terrenos que ainda existam para esse efeito.
Em todo o mundo, a agricultura urbana ganha expressão e é levada a sério pelas autoridades em termos de planeamento territorial, quer no interior das cidades, quer nas suas periferias. Paris, Londres, Berlim, por toda a Europa avança essa ideia que corresponde a uma necessidade. Ou a várias: mais espaços verdes e de recreio, alimentos de qualidade controlável, economia de energia e racionalidade económica, melhoria da saúde das populações. E ainda mais uma que tem sido esquecida: a segurança alimentar, no sentido de que é urgente assegurar, se não auto-suficiência, pelo menos alguma capacidade de responder a uma crise global que pode ser de penúria de alimentos, como ainda bem recentemente se tornou subitamente visível.
Em muitas cidades norte-americanas, São Francisco, Salt Lake City e outras, estuda-se a forma de cultivar hortas e pomares no topo dos prédios, dada a carência de terra arável. Por cá ainda não chegamos a tanto, mas vai sendo tempo de prevenir o futuro, cuidando do essencial que é a sustentabilidade e a qualidade de vida dos habitantes das grandes metrópoles.
Bernardino Guimarães
(Crónica publicada no Jornal de notícias em 11/5/010)
Quarta-feira, Maio 12, 2010
AGRICULTURA URBANA
http://peregrino-bg.blogspot.com/
O sucesso das chamadas «hortas sociais» onde quer que tais experiências tenham sido realizadas, no Porto, em Gaia, na Maia e em outros concelhos, vem confirmar a razoabilidade da agricultura urbana e a sua necessidade. Claro que se trata de iniciativas limitadas e parcelares, que cumprem antes do mais o objectivo de oferecer, a moradores de bairros sociais, uma forma saudável e útil de preenchimento do seu tempo, em ambientes urbanos onde a natureza é uma ausência e os problemas sociais de isolamento se fazem sentir. Já não seria pouco. Mas outros «formatos» de hortas sociais provam, com igual sucesso, que a vontade de cultivar uma pequena parcela, como passatempo mas também como fonte de alimentos frescos, existe e manifesta-se em qualquer meio social. De resto os candidatos a «agricultores citadinos» ultrapassam em muito a disponibilidade de terrenos para o efeito.
A agricultura nunca abandonou totalmente as cidades, e concretamente a área urbana do Grande Porto. Em todo o caso, o que sobrou de uma expulsão metódica e vertiginosa é agora residual. Entendeu-se que campos lavrados, assim como bosques ou até rios correndo nos seus leitos de sempre, representavam como que vestígios da «atraso» e de «arcaísmo» pouco condizentes com as sucessivas ondas de «progresso» medidas em cubicagem de cimento e asfalto.
Ainda não há muitas décadas, o abastecimento de bens alimentares de primeira necessidade das áreas urbanas fazia-se em termos de relativa proximidade. Mesmo na cidade do Porto, boa parte dos legumes e frutas vendidos nos mercados eram colhidos a escassos quilómetros de distância da residência dos seus consumidores.
Tudo mudou, é certo. Hoje, milhares de quilómetros, vencidos a bordo de camiões através da generosa rede de auto-estradas, são atravessados até que cheguem ao seu destino final. Altíssimo consumo de energia, servindo uma rede de grandes superfícies onde o acesso só é possível com recurso ao automóvel, eclipse dos velhos mercados de frescos e do comércio tradicional---acompanhando o despovoamento do casco velho das cidades— eis alguma das consequências deste novo estado de coisas. Insustentável e oneroso, sem dúvida, mas que o será ainda mais caso, como tudo indica, o preço dos combustíveis fósseis venha a aumentar duradouramente.
Precisamos de reabilitar a produção de alimentos numa lógica de proximidade, preservando os terrenos que ainda existam para esse efeito.
Em todo o mundo, a agricultura urbana ganha expressão e é levada a sério pelas autoridades em termos de planeamento territorial, quer no interior das cidades, quer nas suas periferias. Paris, Londres, Berlim, por toda a Europa avança essa ideia que corresponde a uma necessidade. Ou a várias: mais espaços verdes e de recreio, alimentos de qualidade controlável, economia de energia e racionalidade económica, melhoria da saúde das populações. E ainda mais uma que tem sido esquecida: a segurança alimentar, no sentido de que é urgente assegurar, se não auto-suficiência, pelo menos alguma capacidade de responder a uma crise global que pode ser de penúria de alimentos, como ainda bem recentemente se tornou subitamente visível.
Em muitas cidades norte-americanas, São Francisco, Salt Lake City e outras, estuda-se a forma de cultivar hortas e pomares no topo dos prédios, dada a carência de terra arável. Por cá ainda não chegamos a tanto, mas vai sendo tempo de prevenir o futuro, cuidando do essencial que é a sustentabilidade e a qualidade de vida dos habitantes das grandes metrópoles.
Bernardino Guimarães
(Crónica publicada no Jornal de notícias em 11/5/010)
Friday, May 21, 2010
// Ciclo de cinema – Que alimentação para o século XXI? Porto

Neste início de século, a forma como nos relacionamos com o mundo está a ser transformada em todos os aspectos.
Vivemos concentrados em grandes centros urbanos com uma vida cultural abundante. Os centros comerciais oferecem-nos um sem número de opções onde gastar o nosso dinheiro, e parece ser isso que define o nosso conceito de qualidade de vida. As viagens de avião de baixo custo fazem parecer que estamos mesmo a viver numa aldeia global… Ao mesmo tempo, com a internet e os “gadgets” electrónicos, queremos estar sempre perto de tudo. Enquanto isso esquecemos a importância de algumas necessidades básicas, como a alimentação. Não sabemos, ou não queremos saber o que se esconde por detrás das prateleiras dos supermercados. Mas devíamos!
A agricultura moderna divorciou-se completamente da natureza e já é um dos maiores consumidores de energia e água, bem como causadora de poluição. A agricultura intensiva destrói a biodiversidade e contamina a terra com pesticidas e fertilizantes artificiais. A isso vem somar-se a contaminação biológica e outras ameaças da introdução de organismos geneticamente modificados.
As regras do mercado livre globalizado aplicadas ao sector estão a destruir o modo de subsistência de milhões de pessoas e comunidades ao redor do mundo. E o resultado final disso também é péssimo para nós consumidores. Os alimentos estão repletos de resíduos químicos que se acumulam no nosso corpo com potenciais efeitos graves para a saúde.
Que decisões individuais ou colectivas podemos tomar para mudar este rumo? Este ciclo de cinema pretende lançar algumas ideias.
24 de Maio
* Filme “Quem alimenta o mundo?” (duração 93 minutos)
* Prova de produtos da Quinta de Segade.
31 de Maio
* Filme “o futuro dos alimentos” (duração 89 minutos)
* Prova de produtos da Naturocoop.
* Debate sobre agricultura biológica.
7 de Junho
* Filme “Carne, uma verdade mais que inconveniente” (duração 74 minutos)
* Prova de produtos da Casa da Horta.
* Debate sobre alimentação vegetariana.
14 de Junho
* Filme “TranXgenia – A História da Lagarta e do Milho” (duração 37 minutos)
* Prova de produtos do Projecto Raízes.
* Apresentação da Plataforma Transgénicos Fora e debate sobre organismos geneticamente modificados.
As sessões terão lugar sempre às 21h30 no auditório do Clube Literário do Porto – Rua Nova da Alfândega, 22.
Entrada livre. Mais informações em www.campoaberto.pt/cicloalimentacao
Organização:
Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente,
Campo Aberto,
Plataforma Transgénicos Fora
Apoios: Clube Literário do Porto,
Quinta de Segade,
Casa da Horta,
Naturocoop,
http://www.campoaberto.pt/cicloalimentacao/
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