Thursday, May 17, 2012
Sessão (in)ormativa e Encontro da Ecologia do Ser – ES 25 e 26 de Maio de 2012, Spaso Zen, Porto
Thursday, April 26, 2012
Sunday, April 22, 2012
25 de Abril, 16h00, sessão sobre Ecologia, na Newcomers
Wednesday, April 11, 2012
Oficina de Consumo Crítico e Consciente - O3C´s, Dia 21 de Abril de 2012, sábado, às 10h00
Oficina de Consumo Crítico e Consciente - O3C´s
Dia 21 de Abril de 2012, sábado, às 10h00
(duração aproximada: 2h30)
Inscrições Limitadas
“As grandes firmas de relações públicas, de publicidade, de artes gráficas, de cinema, de televisão... têm, antes de mais, a função de controlar os espíritos. É necessário criar "necessidades artificiais" e fazer com que as pessoas se dediquem à sua busca, cada um por si, isolados uns dos outros. Os dirigentes dessas empresas têm uma abordagem muito pragmática: "É preciso orientar as pessoas para as coisas superficiais da vida, como o consumo." É preciso criar muros artificias, aprisionar as pessoas, isolá-las umas das outras.”
Noam Chomsky
É um "lugar comum" dizer-se que a nossa sociedade se globalizou. No entanto, talvez seja mais difícil compreendermos ou reflectirmos sobre as mais diversas formas e repercussões dessa mesma globalização na nossa realidade do dia-a-dia. Sobre as implicações concretas que esse fenómeno tão crucial adquire para cada um de nós e reais impactos no tecido social da nossa cidade/comunidade.
Numa sociedade dita de consumo cerca de 20% da população dos países ditos “mais desenvolvidos” consome cerca de 80% dos recursos. Esse consumo, ou para se ser mais exacto, consumismo, tido como “normal” e até intrínseco no nosso modo de vida tem no entanto pesadas implicações ambientais e sociais. A nível ecológico é desastrosa a forma como a nossa espécie tem vindo a levar à exaustão os mais diversos recursos naturais do planeta, provocando uma destruição sem ímpar dos habitats selvagens da Terra. Para além disso, e paradoxalmente, uma grande parte dos bens produzidos (quase 90%) são produzidos para uma utilização efémera (uma única vez) e muitas vezes por breves segundos, sendo depois responsáveis pela produção de toneladas e toneladas de resíduos cujo tratamento implica também, ele próprio, uma elevada factura ecológica e económica.
Tendo-se os nossos hábitos de consumo (ou maus hábitos) tornado tão banais e inconscientes, a questão que urge lançar é: de que forma podemos fazer a diferença? Para mudar positivamente o nosso estilo de vida adoptando comportamentos e hábitos mais conscientes e positivos do ponto de vista ecológico e social?
Por outro lado, o Porto como o conhecíamos, como uma cidade caracterizada por uma enorme tradição e vitalidade do seu comércio tradicional tem vindo também a sofrer diversas transformações. Saber quais, como e exactamente de que forma são os desafios que a Oficina de Consumo Crítico e Consicente – O.3C´s vem lançar. Entre mil e uma outras questões e reflexões que vamos encontrar nas ruas, esquinas e lojas da cidade.
É pois uma oficina que é também uma viagem de reflexão, debate e partilha de experiências e memórias através de cores, aromas e lugares nevrálgicos para a actividade económica, cultural e social da cidade do Porto. É uma viagem “viva” sobre alguns dos efeitos da globalização económica na nossa comunidade local, assim como um exercício prático de reflexão sobre as nossas escolhas e a forma como elas influenciam a realidade económica, social e ambiental da nossa comunidade.
Oficina de Consumo Crítico e Consciente – O.3C´s
Dia 21 de Abril, sábado, 10h00
Ponto de Encontro: Em frente à Estação de S.Bento (do outro lado da rua), próximo do banco santander-totta
Grau de dificuldade: Acessível
Duração do percurso: Aproximadamente 2h30 – 3h00
Logística: Levar roupa confortável e adaptada às circunstâncias climatéricas do próprio dia.
Formador: Pedro Jorge Pereira, Activista e Formador Eco-Social, dinamizador do Centro para o Consumo Crítico e Consciente – C.3C´s
Contribuição: 5,55 ecos
Data Limite de Inscrição: 19 de Abril de 2012, 5ªfeira
Inscrições: Limitadas (será uma actividade com um número reduzido de participantes) e as vagas serão reservadas às primeiras inscrições efectuadas “com a respectiva confirmação”
Modo de Inscrição: Envio dos dados de inscrição para o e mail:
centro.3cs@gmail.com
e através da transferência “de confirmação” do montante sugerido de contribuição, 5.55 ecos, para o nib:
0036 0295 99100032750 77 (Montepio Geral) (*)(**)(***)
(titular da conta: Pedro Jorge Pereira)
com o envio do respectivo comprovativo para:
centro.3cs@gmail.com
(*) no caso de não realização da visita eco-social o valor de “sinalização” será integralmente devolvido, sendo para esse efeito útil a indicação do nib remetente
(**) no caso de desistência do participante o valor só será devolvido quando esta for comunicada com pelos menos 24h de antecedência em relação à data limite de inscrição
(***) 10% de desconto para associados da Casa da Horta, Centro Vegetariano ou numa das inscrições no caso de duas inscrições (ou em 2 no caso de 3, etc.)
Organização: Centro para o Consumo Crítico e Consciente – C3C´s
Apoio: Casa da Horta – Associação Cultural
Nota: O projecto C3C´s é um projecto ainda com um carácter bastante informal e encontra-se ainda em definição, pelo que a actividade não se encontra coberta por qualquer tipo de seguro, sendo a responsabilidade por qualquer acidente da inteira responsabilidade dos participantes ou do destino, dependendo da perspectiva ;O)
A contribuição destina-se a suportar diversos custos organizativos e a apoiar o desenvolvimento do projecto
Friday, April 06, 2012
O Poder – um dos mais perigosos mecanismos de “corrupção” dos valores e da ética humana, numa perspectiva da ES – Ecologia do Ser
O Poder – um dos mais perigosos mecanismos de “corrupção” dos valores e da ética humana, numa perspectiva da ES – Ecologia do Ser
“O mundo é um lugar perigoso para viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.” Albert Einsten
Chomsky [1] afirmou (creio que era mais ou menos esta a ideia) que as acções humanas, os valores e a personalidade “do indivíduo” são o reflexo, por um lado, dos valores e cultura da sociedade onde vive e “cresce” e, por outro lado, das suas próprias opções. É sempre difícil conseguir determinar com exactidão qual factor é mais preponderante na forma como as acções e atitudes são tomadas.
De certa forma, é assustador pensar no tremendo potencial destrutivo contido no ser humano. Por vezes com uma relativamente ligeira alteração de contexto social temos indivíduos, até então aparentemente pacíficos, a cometer atrocidades como tortura, violações, homicídios.
Como é que, por exemplo, com uma alteração do contexto político tivemos milhares de cidadãos a perseguir, matar, saquear os mesmos cidadãos de raça judia com quem viviam muitas vezes, até então, pacificamente lado a lado?
Temos por referência a Alemanha nazi mas a perseguição instigada pelos nazis sucedeu na quase totalidade dos países ocupados pelas tropas germânicas, e muitas vezes praticada pelos próprios habitantes locais. Mesmo em Portugal, na idade média, em episódios pouco falados nas aulas de história, houve episódios hediondos de perseguição e massacre.
De uma forma muitos simples podemos afirmar que o ser humano possui pois um tremendo potencial quer para fazer o mal, quer para fazer o bem. Sendo que as suas opções são pois, e em larga medida, quer condicionadas pelo seu contexto social, quer determinadas pelo seu próprio arbítrio.
A “pressão” e influência do grupo é, no entanto, extremamente poderosa. Somos seres sociais e tendemos a não suportar sentirmo-nos excluídos ou segregados. Quase não existe maior temor para o indivíduo que vive e quer viver em sociedade do que o de se sentir excluído, como não fazendo parte da “tribo”. Vivemos em sociedades estruturadas em torno do “individualismo” mas nem por isso somos imunes, bem pelo contrário, a essa premissa quase fundamental: Queremos fazer parte da tribo.
Assim sendo, muitas vezes, estamos dispostos a quase tudo para o conseguir. É mais “normal” tentarmos adaptar-nos e comportar de forma a podermos fazer parte do grupo (assimilando e reproduzindo comportamentos, padrões, rituais) do que auto-excluírmos-nos do mesmo derivado de algum tipo de, por assim dizer, objecção de consciência.
Por outras palavras, mesmo que em certas situações o “preço” a pagar para pertencer ao grupo seja bastante elevado, nós estamos dispostos a esse esforço em prol da nossa profunda vontade ou necessidade de pertença.
Isso significa que, por exemplo, na Alemanha nazi (como poderíamos utilizar para exemplificar qualquer outro contexto de perseguição étnica, racial, sexual, etc.) num grupo de vinte nazis que deambulavam à caça de vítimas para espancar, humilhar, torturar até poderíamos ter, digamos, dez indivíduos que poderiam sentir alguma objecção de qualquer ordem em fazê-lo, mas mesmo assim, provavelmente, optariam por o fazer de forma a não se sentirem excluídos do grupo.
Reflectirmos sobre esta questão, e chegarmos um pouco a esta conclusão, causar-nos-á provavelmente algum desconforto … é uma ideia verdadeira mas também verdadeiramente assustadora.
Então, o que fazermos para que a ética e a moral possam prevalecer?
Bom, uma possível resposta não será certamente fácil ou linear. Em certa medida o ser humano é um ser complexo e repleto de interrogações.
Há sem dúvida a componente valorativa das sociedades humanas, aquilo que são os seus padrões culturais, valores e, sobretudo, a sua ética. À partida quanto mais “evoluídos” (com tudo o que de subjectivo a expressão “evoluído” possa ter) forem os padrões morais e éticos de uma determinada sociedade, em princípio, mais evoluídos serão também os indivíduos que dela fazem parte.
Actualmente pode-se afirmar que determinados valores se sobrepõem em certa medida à própria ética e moral. Vivemos numa sociedade profundamente materialista, competitiva e meritocrática. Profundamente individualista também.
Nesse sentido uma grande parte dos indivíduos que fazem parte da nossa sociedade têm por principal prioridade o atingir de um nível de conforto material elevado, um elevado estatuto social e por vezes não “olham a meios” (nem fins) para o fazer.
Uma grande parte daquilo que é a nossa realidade social e económica actual é bastante determinada por um conjunto muito restrito de determinadas corporações multinacionais (os lucros de várias delas são superiores ao PIB de diversos países juntos). E no mundo corporativo existe, acima de tudo, e antes de tudo, uma velha e principal máxima: o maior lucro possível ao menor custo possível. Não nos vamos debruçar nesta reflexão sobre o que isso implica actualmente mas podemos afirmar, por exemplo, que os próprios mecanismos de participação e funcionamento democrático se encontram em larga medida, e cada vez mais, limitados pelos próprios mecanismos de poder e influência corporativos.
E por falar em poder …vamos agora debruçar-nos sobre o eixo principal desta reflexão. O poder, ou melhor, os “mecanismos do poder”, sobretudo a dualidade dominação – subjugação, encontram-se imbuídos em quase todas as relações humanas. Relações, de resto, da mais variada ordem. Estamos portanto a referir-nos a relações familiares, amorosas, pessoais, laborais, sociais, etc. No fundo a praticamente todos os diferentes tipos de relações existentes.
Por aí podemos já, de alguma forma, percepcionar a importância que a observação e consciência crítica sobre esses mecanismos adquire. De uma forma geral pode-se sem dúvida afirmar que essa consciência e capacidade de observação é bastante reduzida, senão esses mecanismos não seriam talvez tão poderosos e determinantes no essencial da maior parte das relações.
Creio que não temos muito bem noção do que isso significa mas o poder trazido por uma determinada posição “privilegiada” e/ou de dominação sobre outro(s) indivíduo(s) e/ou ser(es) tem um tremendo potencial de se traduzir nos nossos comportamentos e atitudes de uma forma que pode mesmo chegar a situações extremas de violência. Dito por outras palavras: de trazer à superfície o que de pior existe em nós.
Basta observarmos a nossa sociedade e relações para encontrarmos de uma forma bastante profusa exemplos disso mesmo. Na verdade, e não obstante a profunda hierarquização da nossa sociedade, podemos afirmar que essas situações ocorrem aos diferentes níveis hierárquicos sendo que, vezes sem contra, aqueles que são submetidos a situações de opressão e violência diversa por parte de outro(s) que se encontram hierarquicamente em níveis superiores acabam, também por sua vez, por reproduzir essas mesmas situações sobre outro(s) que se encontram em níveis hierárquicos ditos inferiores. Sendo que, por vezes, fazem-no com ainda mais violência e agressividade. O que faria sentido seria que por conhecerem bem essas formas de opressão, por serem vítimas delas, fossem especialmente sensíveis ao seu carácter negativo e violento. Faria sentido que fossem os primeiros a repudiá-las. No entanto o que acontece frequentemente é precisamente o oposto, e assim prosseguimos enquanto indivíduos e sociedade num ciclo doentio de opressão e agressão.
A ética e a moral são pedras basilares do “edifício social”. São elas que permitem, de alguma forma, mitigar os comportamentos sociais mais perniciosos e condenáveis que são, simplificando, aqueles que se traduzem nalgum tipo de violência ou desrespeito pela liberdade e bem-estar do próximo.
É nesse sentido que os valores éticos adquirem um papel fundamental no desenvolvimento civilizacional da sociedade e pessoal dos indivíduos.
São a ética e a moral de uma determinada sociedade que retiram ou atribuem legitimidade a determinado acto ou acção. Se há actos que são de forma consensual socialmente reprováveis, existem outros em torno dos quais ocorre uma profunda discussão e dificuldade de consenso (já para não falarmos das óbvias oscilações geográficas e culturais). Isso é perfeitamente normal e significa somente que os valores éticos e morais de uma determinada sociedade não são estanques e se encontram num processo de constante evolução. Tendencialmente e idealmente essa evolução deveria ser num sentido positivo, ou seja, de valorização e protecção do bem-estar de todos os seres.
Pode-se dizer de uma forma geral que a evolução tem sido de facto positiva. É importante recordar, só a título de exemplo, que o direito de voto por parte das mulheres foi uma conquista somente, imagina-se, do 25 de Abril! O que traduz bem o grau de atraso e conservadorismo tardio que vigorou em Portugal em boa parte do século XX.
A muitos outros níveis há ainda imenso por conquistar.
Numa perspectiva da Ecologia do Ser “o poder” é um mecanismo por inerência quase sempre negativo e que possui um impacto social e humano negativo, se estivermos a pensar numa estruturação equilibrada das relações humanas e sociais. Nesse sentido o caminho apontado é o um constante questionamento das relações profundamente hierarquizadas que ocorrem na nossa sociedade. Não é nada de propriamente inédito e novo, é simplesmente o colocar em prática de princípios proclamados há poucos séculos atrás de “Igualdade e fraternidade”. Não num sentido demasiado abstracto ou genérico mas num sentido profundamente prático e aplicado à escala de praticamente todas as relações que nos definem e estruturam enquanto seres e, por inerência, enquanto sociedade: amorosas, familiares, laborais, sociais, etc.
Não é uma negação de que possam existir diferentes papeis e níveis de protagonismo, nomeadamente diferentes capacidade de liderança e iniciativa. Simplesmente isso pode surgir NATURALMENTE de relações sociais e humanas equilibradas e nunca pela imposição de um determinado estatuto ou papel hierarquicamente superior.
Toda esta reflexão, que de um ponto de vista prático pode ser aplicada e desenvolvida relativamente a inúmeros contextos (que provavelmente ficarão para outras jornadas de reflexão), neste caso tem como ponto de referência primordial uma prática recente que tem vindo e proliferar (como várias outras pragas) no meio estudantil nacional:
As praxes académicas.
Um dos aspectos mais surpreendentes prende-se com a forma como temos vindo a viver e conviver, sem qualquer processo de questionamento, com essas práticas e rituais.
Poderá parecer extremo comparar por exemplo a praxe académica a muitas outras práticas de opressão e humilhação do ser considerado “inferior” que ocorrem infelizmente um pouco por todo o mundo, e Portugal não é excepção. Poderá parecer extremo comparar a praxe académica em Portugal por exemplo à opressão e submissão da “mulher” nos países islâmicos, particularmente nos mais fundamentalistas.
Poderá de facto … mas o cerne da questão é que o mecanismo (i)moral que tem por base possui inúmeras semelhanças. Os contextos sociais e culturais são bastante diferentes o que permite ainda condicionar a forma como esses mecanismos se exprimem. Mas os mecanismos, a prepotência de um perante o outro, a fétida necessidade de rebaixar e destituir o outro de direitos (por vezes mais elementares) tem porventura mais de semelhança do que de diferença.
A praxe pode parecer somente um jogo, uma brincadeira. Mas parece-o porque temos um contexto moral mais amplo que considera várias práticas e formas de manifestação praxista ilegais, como que estando para “além de um limite” ético que nem a praxe poderá transpor. O que não é sempre uma garantia que assim suceda. Sucederam já (e continuam a suceder) inúmeros casos graves de ofensas à própria integridade física de alguns “caloiros”. E isto são os casos que se tornaram conhecidos ou em que houve coragem e capacidade de denúncia. A pressão do “grupo” é tremenda, e muitos caloiros estão dispostos a muito, muitas vezes a quase tudo, simplesmente para não se sentirem marginalizados e excluídos.
A praxe traz, sem qualquer dúvida, ao de cima o pior que existe nos indivíduos que a praticam e defendem. Veja-se as expressões de agressividade, os mórbidos rituais de humilhação e submissão, a agregação do grupo de violentadores em torno do rebaixamento das vítimas.
A praxe pode ser integração, divertimento, um ritual?
Poderia ser se não fosse a praxe … praxe. Se em vez da praxe houvesse uma integração não hierarquizada e não baseada na submissão do outro. Mais uma vez a questão essencial é: o mecanismo que tem por base.
Quando vejo “a praxe” a imagem para a qual me sinto remetido é muito mais a de um campo de concentração nazi, com os carcereiros em seus uniformes negros, com as vítimas em seus uniformes que não têm senão o intuito de os destituir da sua individualidade e humanidade, respeito até, numa evidente relação de opressão/humilhação – submissão.
Podemos pensar que são muito diferentes as repercussões de uma relação “Soldado da Gestapo” e “Judeu” e a de uma relação “Doutor” e “Caloiro” … dado que na primeira situação estamos a falar de uma situação limite de pleno desrespeito e violentação do valor da vida humana. Sim, são diferentes e os graus de implicação têm de facto diferenças. Mas serão as diferenças assim tão acentuadas? Será assim tão inócuo permitirmos e tolerarmos moralmente a existência de uma prática tão desprovida de sentido maior? Será no fundo o mecanismo base assim tão diferente?
Muito mais haveria a dizer ou reflectir. Muito mais fica por dizer. Acima de tudo, talvez fosse importante lançarmos uma verdadeira e profunda reflexão sobre as bases morais e éticas da nossa sociedade e pensarmos em que direcção pretendemos de facto evoluir. E que contributo realidades como a praxe de facto nos dão.
Pessoalmente sinto uma tremenda desilusão com o papel que a formação universitária dos jovens possui ao nível da formação do seu carácter ético e cívico. Existem felizmente (e talvez muitas) bonitas excepções. Mas existem infelizmente muitas (talvez bem mais que as anteriores) não excepções. E existem situações como a praxe que me parece contribuir, sem grandes margens de dúvida, para o despoletar daquilo que existe de mais negativo e até perigoso na essência humana.
Não é fácil colocar em causa uma realidade que é actualmente considerada quase intrínseca ao meio académico e de uma forma geral tida como tão inócua.
Ainda me recordo do papel que os jovens estudantes universitários tiveram na luta pelos ideais cívicos e democráticos um pouco por todo o mundo (no Portugal fascista também).
A praxe parece-me uma tradição nos antípodas dessa luta pela emancipação da liberdade individual e pelos direitos humanos. É sintomática, a meu ver, de um enorme vazio e ausência de sentido que assola uma boa parte dos jovens da nossa sociedade.
Consigo imaginar mil e uma formas desses mesmos jovens darem outro sentido e utilidade à sua vida e à massa crítica que constituem ou deviam constituir. Estamos numa época de graves problemas ecológicos, de ataque aberto aos direitos e garantias humanas e sociais, e existe uma enorme carência de jovens, em quantidade e qualidade, capazes de se dedicarem de corpo e alma a essas (e outras) nobres causas. Existe vida para além dos rituais praxistas, existe vida para além do passeio no shopping, do telemóvel da última geração, ou da embriaguez. Existe, ou pelo menos deveria existir. E é esse o contributo que a Ecologia do Ser pretende dar.
Não está em causa o direito dos jovens se divertirem, de fazerem um ou outra coisa mais “doida” … mas acima de tudo está em causa todo o belo potencial que possuem para serem melhores seres humanos e para serem capazes de contribuir construtivamente para uma sociedade bem melhor. Não é pena vermos esse enorme potencial desperdiçado? Não é pena vermos o tremendo potencial de tempo, energia e espírito de grupo que poderia (e deveria) ser usado em causas realmente úteis e belas ser simplesmente desperdiçado em rituais e tradições vazias?
Pense bem nisso, e depois, talvez, dê-me a resposta.
Abraços fraternos. Pelo bem de todos os seres.
Pedro Jorge Pereira – Facilitador e dinamizador da ES - “Ecologia do Ser”
ecotopia2012@gmail.com
93 4476236
Próximas oficinas da ES – Ecologia do Ser
25 de Maio de 2012, 6ªfeira, Spaso Zen – Sessão Informativa/Fórum
26 de Maio de 2012, Sábado, Spaso Zen – Oficina prática ES
[1] Wikipedia – A Encilcopédia Livre (2012). Noam Chomsky. [Em linha]. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_chomsky>. [Consultado em 25/03/2012]
[2] A imagem utilizada é a “capa” do filme “Praxis” de Bruno Morães Cabral, um excelente documentário sobre o fenómeno da Praxe. Informação sobre o Documentário e entrevista ao realizador disponível em: [Em linha]. < http://p3.publico.pt/cultura/filmes/2098/praxe-o-desejo-de-obedecer-hoje-para-comandar-amanha >. [Consultado em 05/04/2012]
[3] Revisão e correcção ortográfica por Cristina Gomes.
[4] O autor escreve (dado que também pensa) pela gramática anterior ao designado “Novo Acordo Ortográfico”, cuja existência, de resto, considera pouco menos que inútil
Wednesday, March 28, 2012
EduDICAS nº3 - (i)mobilidade – mexe-te para te moveres de forma ECOLÓGICA
EduDICAS – C.3C´s - Centro para o Consumo Crítico e Consciente e Projecto EduCACES em eco-dicas
(i)mobilidade – mexe-te para te moveres de forma ECOLÓGICA
EduDICA – mexe-te para te moveres de forma ECOLÓGICA
O automóvel em Portugal
De acordo com dados divulgados pelo gabinete comunitário de estatística, em 1990 existiam no País 258 automóveis por cada mil habitantes, o que colocava Portugal claramente abaixo da média da União Europeia (355). Em 2004, porém, o rácio passou para 572, fazendo saltar o País para o terceiro lugar da tabela europeia, liderada pelo Luxemburgo (659) e pela Itália (581).
Os números do Eurostat revelam ainda que Portugal foi o terceiro país onde mais cresceu o número de viaturas entre 1994 e 2005 : 135%, que compara com uma média europeia de 38%.
-) Anda a pé e/ou de bicicleta.
Portugal é um dos países da Europa com maior quantidade de automóveis por habitante. O que não deixa de ser curioso considerando, por exemplo, que o nosso clima até é bem menos chuvoso ou frio do que a maior parte dos outros países da Europa, nomeadamente os países nórdicos.
Paradoxalmente, uma grande parte das deslocações efectuadas de automóvel referem-se a distâncias de curta e média distância. Isso significa que poderiam perfeitamente ser efectuadas através de meios de transporte de baixo ou nenhum impacto ambiental, como a bicicleta ou a própria deslocação pedonal. No entanto aparte de todos os aspectos práticos, a utilização do automóvel tem também uma enorme componente cultural. O automóvel é um sinal de estatuto e emancipação social. Como a cultura é felizmente algo em constante transformação, porque não começarmos desde já a mudá-la no sentido dela própria ser muito mais ECOlógica?
Nesse sentido se pudermos evitar ou pelo menos reduzir a utilização do automóvel estaremos a produzir benefícios não só para o planeta (por toda a quantidade de gases poluentes libertados, por toda a dependência relativamente a uma fonte energética com um elevado impacto ecológico e social como é o petróleo) mas também para nós próprios. É uma forma de tornarmos o nosso estilo de vida menos sedentário, mais económico e é uma oportunidade de vivermos e sentirmos “o espaço”, a “cidade” sem ser de dentro de uma lata poluente ;O)
Podes começar, por exemplo, por seleccionar um ou dois dias por semana “sem carro”. Toca então a dar uso às pernocas e faz-te à estrada … de bicicleta! (ou patins ;O)
-) Partilha do automóvel – sistemas de boleias partilhadas
Sabias que a maioria dos automóveis circulam com apenas um passageiro? Muitas vezes o número de pessoas que se desloca para o mesmo local (de trabalho ou de estudo) é bastante elevado, mas cada pessoa desloca-se no seu próprio automóvel.
Nesse sentido existe um enorme potencial de optimização de recursos no sentido das pessoas poderem aprender a cooperar e partilhar.
Existem já alguns locais onde funcionam sistemas de partilha de boleias. Várias pessoas juntam-se em função dos trajectos a percorrer e organizam-se de forma a optimizar a utilização dos veículos. Para além de possíveis benefícios em termos de socialização e de podermos tornar as deslocações mais “humanas”, há um enorme benefício por cada viagem de automóvel que se evita dessa forma. Há até algumas empresas que possuem um autocarro próprio responsável por ir buscar e depois levar os trabalhadores de casa para o local de trabalho e vice-versa.
Uma outra possibilidade, ainda mais arrojada, é a própria partilha da posse de automóvel. Por vezes não utilizamos o automóvel todos os dias e sendo um recurso cada vez mais dispendioso (manutenção, arranjos, combustível) não temos que ser proprietários exclusivos do nosso próprio automóvel mas podemos, por exemplo, partilhar a sua posse com familiares ou amigos, através por exemplo de uma escala de utilização.
-) Transportes públicos
A generalidade das políticas de (i)mobilidade são estruturadas em função do transporte automóvel individual. Portugal em particular é um dos países da Europa com maior quantidade de km de auto-estrada por habitante. O que está por detrás é um modelo de suposto desenvolvimento baseado na construção em massa da grande rodovia ao mesmo tempo que se vai eliminado o meio de transporte mais seguro, ecológico e até económico que existe: o comboio.
Os próprios transportes públicos urbanos (não só a ferrovia) têm sofrido um enorme desinvestimento e um processo de privatização que o torna cada vez mais num negócio e cada vez menos num direito verdadeiramente público.
Nesse sentido é fundamental um movimento colectivo de cidadãos no sentido de exigir a protecção de um direito básico de todos os indivíduos: o direito a uma mobilidade confortável, económica e ecológica. O direito a um serviço público de transporte.
É fundamental as políticas de mobilidade serem alteradas e as cidades, por exemplo, voltarem a ser das pessoas, das crianças, da Natureza e cada vez menos do asfalto e dos automóveis. Junta-te a movimentos ecológicos e sociais que trabalhem nesse sentido. Junta amigos e criem movimentos ecológicos e sociais que trabalhem nesse sentido.
O espaço público é de todos nós, e de ninguém em particular, vamos lutar para que de facto assim seja. De cada vez que utilizas o transporte público estás também a apoiar esse modelo de transporte.
Pratica e partilha estas EduDICAS e EduIDEIAS
EduGRATOS
C3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente
correio electrónico: centro.3cs@gmail.com
grupo de discussão/mailing list: http://groups.google.com/group/C3Cs
Projecto EduCACES - Educação para a Cidadania Activa e Consciencialização Ecológica e Social
correio electrónico: ecotopia2012@gmail.com ,telemóvel: 93 447 6236 Pedro Jorge pereira
Monday, February 27, 2012
Monday, February 20, 2012
Encontro da Ecologia do Ser - ES, Sábado, 25 de Fevereiro, Spaso Zen
Encontro da Ecologia do Ser - ES
ao reencontro da Natureza Mãe na nossa vida Sábado, 25 de Fevereiro, Spaso Zen
“Que tristeza pensar que a Natureza fala e o ser humano não a escuta” Victor Hugo
No meio de tanta “poluição”, ruído e distracções como podemos ainda (re)encontrar essa força primordial da Mãe Natureza em nós mesmos? Como (re)encontrarmos a sustentabilidade e equilíbrio da nossa própria biologia, psicologia e espiritualidade? Como nos relacionarmos em consciência com o nosso próprio ser, com os outros seres aos quais estamos intrinsecamente ligados e com o próprio meio ambiente do qual fazermos parte e do qual estamos habitualmente tão distantes? Como vivermos em celebração das forças mais puras da Mãe Natureza, escuta-las e reencontra-las na nossa mais profunda essência e dia-a-dia?
A ES – a Ecologia do Ser é uma abordagem que pretende simplesmente desenvolver uma consciência pessoal e colectiva da nossa própria essência e psico-biologia. É uma reflexão e observação construtiva da nossa realidade existencial, nomeadamente através do estudo e análise da forma como nos relacionamos com o meio ambiente em que vivemos, com os outros seres que dele fazem parte e com nós próprios. O Encontro/Oficina da Ecologia do Ser é uma breve jornada de (re)encontro, em contexto de grupo/comunidade, e procura de possíveis respostas, de definição de possíveis caminhos e de (re)descoberta interior. É uma jornada de (re)encontro ao que de melhor e mais puro existe em cada ser. É também uma reflexão facilitada de (re)encontro aos caminhos que cada um de nós poderá percorrer para ir mais, no nosso próprio dia-a-dia cada vez mais urbano, ao (re)encontro da Natureza Mãe.
ENCONTRO da Ecologia do Ser - ES
ao reencontro da Natureza Mãe na nossa vida
DATA Sábado, 25 de Fevereiro, 17h30
duração aproximada: 2h30
LOCAL Spaso Zen, Porto
Contribuição: 10 euros
Recomendações: levar roupa confortável, papel e caneta marcadora
Mais informações e inscrições: Spaso Zen
226099723 ou actividades@spasozen.com
Thursday, February 02, 2012
Centro para o Consumo Crítico e Consciente - C.3C´s
DESCRIÇÃO-) C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente – Contexto
A nossa sociedade passou-se a designar de “sociedade de consumo”. O consumismo é um fenómeno relativamente moderno e já quase não conseguimos idealizar uma sociedade sem ele. Na verdade, aquilo que nos parece uma “fatalidade” e fenómeno intrínseco ao nosso estilo de vida, possui tremendas repercussões e impactos profundamente negativos:
Ao nível ecológico a exploração desenfreada de recursos naturais, tendo em vista manter a dinâmica do próprio sistema, tem vindo a reflectir-se numa destruição generalizada dos ecossistemas naturais que suportam a vida terrestre. A tremenda carga poluente inerente a praticamente todo o ciclo produtivo possui também ela consequências terríveis para a Natureza. A juntar a isso há ainda toda a imensidão de detritos e resíduos produzidos. Em função de todos estes factores, vários ecossistemas ecológicos encontram-se, em larga medida, em fase de destruição ou destruídos, extremamente poluídos e contaminados, ou num considerável estado de degradação.
A nível social em muitos aspectos a realidade não é muito melhor. O grosso das empresas, sobretudo multinacionais, transferiram a sua estrutura produtiva para países onde, muito basicamente, podem produzir de forma muito mais barata mas, de uma forma geral, ambientalmente de forma muito mais irresponsável e onde os trabalhadores enfrentam condições laborais normalmente precárias ou muito precárias. O desemprego nos outrora países produtores e a degradação da importância do “trabalho” tem-se vindo a reflectir numa espiral de marginalização e exclusão social.
A nível económico o actual sistema, a forma como contribuímos e participamos nele quando “consumimos”, provém quase por completo somente aos interesses de um conjunto muito restrito de indivíduos que detêm a generalidade das entidades corporativas que controlam áreas cada vez maiores das várias actividades produtivas a nível mundial, com consequente poder de pressão, controlo e influência sobre as diversas estâncias democráticas (que gradualmente o têm vindo a ser cada vez menos).
-) C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente
O C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente é uma iniciativa que pretende funcionar de forma activa e informal no sentido de aumentar a capacidade crítica dos indivíduos/cidadãos enquanto consumidores (e cidadãos) informados. Sendo que o seu papel de consumidores se encontra também intimamente ligado a uma função que urge cada vez mais incentivar que é a de auto-produção e consumo cooperativo. No fundo o objectivo primordial é o de encontrarmos e criarmos formas de depender menos de práticas e entidades produtivas que contribuem para a lógica de um sistema mercantilista e desumano. De encontrarmos e criarmos formas e modelos de consumo mais sustentáveis, éticos e humanos.
-) O. 3C´s – Oficinas de Consumo Crítico e Consciente
O C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente surge no contexto das O. 3C´s – Oficinas de Consumo Crítico e Consciente e da necessidade de aprofundar/potenciar de forma mais sistematizada o trabalho de sensibilização e intervenção sobre o processo de consumo desenvolvido nas O3C´s.
-) C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente em Acção
Estando ainda tanto daquilo que são os propósitos do C.3C´s em aberto (como de uma forma geral idealmente deverão sempre permanecer) não é muito fácil estabelecer objectivos precisos. De qualquer das formas a sua acção passa essencialmente pela recolha, produção e partilha de informação relativamente a formas e escolhas capazes de determinar positivamente o ciclo de produção – consumo, nomeadamente através de escolhas susceptíveis de diminuir significativamente a pegada ecológica e apoiar projectos e negócios que tenham um carácter essencialmente de pequena escala, ético, familiar. Assim como o mais ecologicamente e eticamente responsáveis.
-) C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, como participar
Também neste capítulo ainda é imenso tudo aquilo que está por definir de forma mais concreta. De qualquer das formas sendo a informação um dos principais vectores a recolha, compilação e partilha de informação é de facto um dos eixos principais de actuação pelo que todas as contribuições nesse sentido, quer como agente activo de recolha de informação quer como agente activo na divulgação e disseminação da mesma, são contributos da maior importância.
Depois todas as acções, campanhas e actividades do centro irão depender directamente do dinamismo e participação de tod@s activist@s interessados em envolver-se, pelo que irão sendo definidos formas e maiores necessidades em termos de participação em cada momento. No entanto, sendo os meios de pequena escala os veículos privilegiados de comunicação, está em perspectiva a criação de um “sítio na Internet e/ou blog” e de um boletim informativo. Todos os contributos (gráficos, design, informáticos) são por inerência extremamente bem vindos e necessários.
-) C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, meios
Uma das principais prioridades em termos comunicacionais foi a criação de uma lista de correio electrónico onde se poderão inscrever todos os interessad@s em receber e partilhar as informações.
O endereço dessa lista é:
http://groups.google.com/grupo/C3Cs
O endereço de correio electrónico é:
centro.3cs@gmail.com
-) C. 3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, visões
Algumas das iniciativas em perspectiva poderão passar pela dinamização de grupos vocacionados para a auto-produção; criação de grupos informais de eco-socio-consumidores que se poderão vir a constituir, ou não, no formato de cooperativa; organização de campanhas de sensibilização específicas. Etc.
-) C. 3C´s – Contactos
Pedro Jorge Pereira (coordenação)
Telemóvel: 93 4476236
Endereço electrónico: centro.3cs@gmail.com
Friday, January 13, 2012
EduDICAS nº2 – Projecto EduCACES em eco-dicas: Resíduos Sólidos – o teu papel com o papel
EduDICAS nº2 – Projecto EduCACES em eco-dicas Resíduos Sólidos – o teu papel com o papel
EduDICA – o teu papel com o papel
-) Evitar “usar” ou “tirar” talão nos levantamentos multibanco.
Em Portugal, assim como no mundo em geral, a cada segundo são efectuados milhares de levantamentos das caixas multibanco. Muitas vezes, ou talvez mesmo na maioria das situações, esse talão é desnecessário para que possamos estar informados do balanço e movimentos da nossa conta. A generalidade dos bancos possui já a possibilidade de consulta “on-line” desse tipo de informação pelo que é cada vez mais desnecessário estarmos a gerar resíduos e a desperdiçar papel. Na generalidade dos levantamentos temos também a opção de seleccionar a possibilidade “levantamento sem talão”.
-) Evita “aceitar” ou pedir talões/recibos quando efectuares as tuas compras.
Se contabilizarmos a quantidade de papel que ao fim de uma semana, e de um mês, acabamos por utilizar com os recibos em cada compra/transacção provavelmente iremos ficar supreendid@s e assutad@s com o resultado final. Assim podemos sempre optar por evitar ao máximo levar talão. Nas situações em que é inevitável, podemos reaproveitar o talão usando-o, por exemplo, para bloco de notas por exemplo.
-) Antes de comprares qualquer produto de papel (folhas, blocos, “post-its”) pensa se não podes obter um produto semelhante com o papel usado que tens ao dispor.
Para além de uma economia financeira, e de evitares contribuir para um sistema de hiper-produção e hiper consumista de recursos naturais, estás a contribuir para uma economia ecológica bastante inteligente e positiva. Desde as folhas “A4” usadas que podem servir para folhas de rascunho ou de impressão até aos blocos de notas feitos com recibos ou talões usados não existem limites à tua imaginação e capacidade de aplicar esse princípio essencial que é o da reutilização. Não esquecendo claro, tão ou mais importante, o princípio da redução. Ou seja, quantas vezes nos lembramos, antes de comprar/consumir, de colocar essa importante questão: Até que pronto é mesmo essencial comprar isto?
Consumo e produção de papel.
A produção intensiva de pasta para papel é um problema particularmente grave em Portugal (mas não só) considerando a forma como áreas imensas do nosso território têm vindo a ver paisagens/florestas autóctones e outro tipo de paisagens agro-pastoris ser substituídas por plantações monoculturais de eucalipto (cerca de ¼ da área florestal nacional é já constituída por plantações de eucalipto).
Para além disso esta espécie possui impactos negativos muito acentuados nos ecossistemas (p.ex. erosão e acidificação dos solos, enorme perda de biodiversidade, proliferação descontrolada de uma espécie infestante, intensificação dos fogos florestais) já para não falarmos de todo o impacto ambiental inerente ao transporte e transformação do eucalipto em pasta de papel (químicos utilizados no seu branqueamento por exemplo, num processo que é normalmente extremamente poluente). Nesse sentido é de todo fundamental reduzirmos ao mínimo o nosso consumo de papel, e mais do que reciclarmos ou reutilizarmos o “melhor” resíduo é mesmo aquele que nunca chega a ser produzido. Ainda para mais quando é tão desnecessário fazê-lo. Então já sabes … se multiplicares todos os gestos simples de redução do consumo de papel por todos os dias do ano, é só fazeres as contas à quantidade de papel que estás a evitar consumir e resíduos que estás a evitar produzir.
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EduGRATOS!
Projecto EduCACES - Educação para a Cidadania Activa e Consciencialização Ecológica e Social
Pedro Jorge pereira,
correio electrónico: ecotopia2012@gmail.com ,telemóvel: 93 447 6236
EduDICAS - Projecto EduCACES em eco-dicas
http://thechange2004.blogspot.com/2011/12/edudicas-projecto-educaces-em-eco-dicas.html



