Ciclo Terra Ecco, p+d21 de Abril
5ªfeira, 22h30
Contagiarte
Projecção HOME
Ao (re)Encontro da NATUREZA MÃE
A ÁGUA – FONTE de VIDA
Palestra de regresso às Raízes e Mudança
“A Água não é um mero conjunto de gotas, somente um rio, um lago ou um mar. A Água representa para a nossa Terra Mãe o que o sangue representa para o nosso corpo, percorrendo as suas veias e irrigando-a com toda a sua força, vitalidade e essência.”
O Ser Humano tem vindo a perder muitas das suas ligações ancestrais com a Terra Mãe, juntamente com tradições, conhecimentos e até identidade. Tem vindo a perder ligação ao ciclos ancestrais, à sabedoria dos rios e das montanhas, à energia da Terra e dos elementos.
Nesta “viagem” do ciclo de Palestras de “Ao (re)Encontro da Natureza Mãe” vamos ao (re)encontro da água.
A água, consensualmente considerada um “bem preciso” está longe, contudo, de possuir o valor filosófico e ser merecedora do respeito e veneração que possui em outras culturas e civilizações diferentes da nossa sociedade “de consumo”.
Vivemos numa cultura de enormes paradoxos na forma como nos relacionamos com a Mãe Natureza. Em relação à água, por exemplo, lançamos na água os nossos esgotos, assim como substâncias tóxicas e contaminadas diversas, para depois gastarmos milhões e milhões de euros em tratamentos - na maior parte dos casos muito ineficientes - na tentativa de lhe retribuir um pouco da qualidade e pureza anterior.
Beber água pura e límpida tornou-se quase numa utopia. A água, um bem “público” essencial, tem-se vindo a tornar num produto comercial privado, como qualquer outra mercadoria.
Simultaneamente, ao mesmo tempo que nos países ditos desenvolvidos se usa e abusa da água para manter modelos agrícolas, ornamentais (jardins) e de consumo doméstico e industrial completamente insustentáveis e esbanjadores, em muitos locais do planeta (e por vezes até mesmo em certas regiões desses mesmos países consideradores desenvolvidos) ter água suficiente sequer para saciar a sede é em muitos casos uma miragem.
Então aquilo que propomos é, antes de tudo o mais, uma reflexão filosófica sobre a forma como “olhamos” e nos relacionamos com a “água” na nossa vida.
Depois, há uma mudança que urge fazer acontecer, há uma mudança que urge fazer surgir em nós mesmos na própria forma como "olhamos" e nos relacionamos com "a água" em todos os nossos gestos “habituais” do dia-a-dia. Como, de que forma, e porquê são algumas das respostas que tentaremos dar a muitas mais questões que urge lançar e sobre as quais reflectir. A Palestra de Ao (re)Encontro da NATUREZA MÃE “A ÁGUA – FONTE de VIDA” é uma viagem e desafio de mudança pessoal e social.
Facilitador: Pedro Jorge Pereira
Foi um dos fundadores do núcleo do Porto do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, entre outras experiências de activismo e voluntariado noutras associações, sobretudo de cariz ambiental, com particular destaque também para a Associação Cultural Casa da Horta.
Editou e publicou através do Programa Capital Futuro do Programa Juventude, o livro “Be the change you want to see”, com um forte carácter pedagógico, destinado à educação ambiental e sensibilização para a importância do voluntariado no mundo actual.
Dinamiza ainda, entre outros projectos e actividades, oficinas ligadas aos temas eco-sociologia, ambiente, ética e escreve artigos de reflexão/pensamento para diversas publicações digitais e em formato papel.
Blog “Be the Change you Want to See...”:
http://thechange2004.blogspot.com/
Dinamiza ainda um projecto na área da alimentação vegetariana natural, designado "Segredos da Horta", dada a importância que alimentação adquire naquilo que é a sua visão do mundo e da consciência que urge desenvolver em cada indivíduo a esse nível. O blog:
http://segredosdahorta.blogspot.com/
Acima de tudo, e antes de tudo, é um ser que procura reencontrar em si mesmo e no seu ambiente exterior esse força sublime, pura e incondicional da própria Mãe Natureza.
PALESTRA “Ao (re)Encontro da NATUREZA MÃE”
A ÁGUA – FONTE de VIDA
8 de Abril, 6ªfeira, 19h00
duração aproximada: 2 a 3 horas
Porto
ESPAÇO: ESCOLHA HARMONIOSA
Contribuição sugerida: 5 fontes *
* 10% de desconto em duas ou mais inscrições conjuntas, 20% de desconto (não acumulável) para participantes na primeira Palestra do ciclo “Ao (re)Encontro da Natureza Mãe
Mais informações e inscrições:
Tel.: 225191764 | Fax: 225191701
email: info@escolha-harmoniosa.pt
web: http://www.escolha-harmoniosa.pt/

Abraço ao Tua – Dia 27 de Março pelas 15h – na Foz do Tua
Na Foz do Tua, os cidadãos pela defesa da Linha e Vale do Tua querem mostrar que Há Vida no Tua e apelámos a todos a participar no Abraço de Solidariedade com as pessoas que vivem na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e que dependem deste Bem Comum.
Programa:
(saídas do Porto e de Lisboa)
Programa
7h25 Saída de Estação Campanhã/Porto
10H00 Encontro na estação do Tua
10h30 Início da caminhada pela Linha do Tua: Castanheiro até Foz Tua*
14h00 Almoço/Piquenique (trazer farnel)
15h00 ABRAÇO ao TUA
16h00 Convívio e outras actividades
* Transporte de autocarro até Castanheiro (5€) + Seguro (1€); percurso de média dificuldade (sobre travessas dos carris) – trazer botas, água, reforço alimentar e roupa adequada às condições metereológicas.
Inscrição 6€
Inscrição em http://www.campoaberto.pt/contacte-nos/inscricoes-1/
Com o avanço das políticas que levam à ruína uma Linha Ferroviária que é parte do Património Vivo desta região a única forma de preservar o coração do Vale do Tua é dar os braços e impedir a sua destruição e garantir a prosperidade de todas as pessoas que subsistem desta enorme grandeza natural e cultural. Com este ABRAÇO ao TUA queremos expressar a profunda admiração que nutrimos pela beleza natural do rio e a harmonia que a Linha do Tua serpenteou ao longo de uma paisagem cheia de cor e vida.
A Linha do Tua tem uma importância fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida das pessoas desta região e é um meio de grande interesse para a exploração do Turismo na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro. O corte da linha amputa um importante eixo de mobilidade inutilizando os 133km de linha férrea que liga Bragança e Mirandela à Linha do Douro e impede a ligação à Régua e Porto. Esta barragem acaba também com a possibilidade de modernização da Linha do Tua desde Bragança até Puebla de Sanábria, um troço de 40km que ligaria toda esta região às redes ferroviárias convencionais de Espanha e também à Rede Internacional de Alta Velocidade. .
Todo o Vale do Tua é um potencial de desenvolvimento que se deve defender e uma boa gestão dos recursos passa por modernizar a Linha do Tua para assegurar um transporte seguro, económico e ecológico que não dependa de combustíveis fósseis.
É tempo de aproveitar aquilo que Portugal tem de bom! Todos perdemos com a construção da barragem!
Juntem-se neste Abraço ao Tua. Pelo Vale, pela Linha, pelo Tua!
** A organizar por associações culturais locais
Ergue a tua Voz
À Luz da Lua!
Junta-te a Nós,
A Linha é Tua!
O comboio vai passar
Traz nele uma criança
Está feliz vem a cantar
Muito perto de Bragança!
Mais informações:
Nuno Pereira – 962621945
Email: abracoTUA@gmail.com
A Linha e Vale do Tua conta com todos.
O Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua
Contacto: Armando Azevedo ou Graciela Nunes – gracielanunes@sapo.pt
TM: 965 622 858
A Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
Campo Aberto
Contacto: Daniel Carvalho – danielpc@fastmail.fm
TM: 965402834
www.campoaberto.pt
GAIA
Contacto: André Studer – andre.studer@gmail.com
TM: 965698370
www.gaia.org.pt
COAGRET
Contacto: António Lourenço – ajm_lourenco@hotmail.com
www.coagret.com
Quercus
Contacto: Melissa Shin – melissa.shinn@gmail.com
www.quercus.pt
Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente
O3C´s
Dia 26 de Março de 2011, Sábado, às 10h00
(duração aproximada: 3h00)
Inscrições Limitadas
“As grandes firmas de relações públicas, de publicidade, de artes gráficas, de cinema, de televisão... têm, antes de mais, a função de controlar os espíritos. É necessário criar "necessidades artificiais" e fazer com que as pessoas se dediquem à sua busca, cada um por si, isolados uns dos outros. Os dirigentes dessas empresas têm uma abordagem muito pragmática: "É preciso orientar as pessoas para as coisas superficiais da vida, como o consumo." É preciso criar muros artificias, aprisionar as pessoas, isolá-las umas das outras.”
Noam Chomsky
É um "lugar comum" dizer-se que a nossa sociedade se globalizou. Talvez seja mais difícil, no entanto, compreendermos ou reflectirmos sobre as mais diversas formas e repercussões dessa mesma globalização na nossa realidade do dia-a-dia. Nunca como hoje os bens que consumimos vieram tanto e de locais tão distantes do nosso planeta. Mas que implicações concretas esse facto terá para cada um de nós?
Numa sociedade dita de consumo cerca de 20% da população dos países ditos “mais desenvolvidos” consome cerca de 80% dos recursos. Esse consumo, ou para se ser mais exacto, consumismo, tido como “normal” e até intrínseco no nosso modo de vida tem no entanto pesadas implicações ambientais e sociais. A nível ecológico é desastrosa a forma como a nossa espécie tem vindo a levar à exaustão os mais diversos recursos naturais do planeta, provocando uma destruição sem ímpar dos habitats selvagens da Terra. Para além disso, e paradoxalmente, uma grande parte dos bens produzidos (quase 90%) são produzidos para uma utilização efémera (uma única vez) e muitas vezes por breves segundos, sendo depois responsáveis pela produção de toneladas e toneladas de resíduos cujo tratamento implica também, ele próprio, uma elevada factura ecológica e económica. De entre esses resíduos destacam-se os plásticos, muitos vezes particularmente complexos em termos de reciclagem e recuperação, e outros materiais que quando libertados no meio ambiente natural provocam danos bastante sérios nos ecossistemas e nas espécies animais (muitas aves e mamíferos marinhos, por exemplo, morrem por asfixia devido à ingestão dos mesmos).
A nível económico e social (instâncias que desde logo se encontram intimamente associadas, se é que existe qualquer separação sequer, aos aspectos ecológicos dos fenómenos) os impactos da dita mundialização da economia (outra forma talvez de designar um fenómeno com uma agenda ideológica bem marcada como é o do neoliberalismo) estão longe de se traduzir em efeitos muito positivos para as comunidades locais.
Tendo-se os nossos hábitos de consumo (ou maus hábitos) tornado tão banais e inconscientes, a questão que urge lançar é: o que podemos nós fazer para fazer a diferença? Para mudar positivamente o nosso estilo de vida adoptando comportamentos e hábitos mais conscientes e positivos do ponto de vista ecológico e social?
A proposta da Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente é uma viagem de reflexão sobre o nosso estilo de vida através de cores, aromas e lugares nevrálgicos para a actividade económica, cultural e social da cidade do Porto, cidade de resto bem conhecida pelo seu “Comércio”. É uma viagem “viva” sobre alguns dos efeitos da globalização económica na nossa comunidade local, assim como um exercício prático de reflexão sobre as nossas escolhas e opções enquanto cidadãos consumidores, nomeadamente em termos de pegada ecológica e atitude cívica.
As questões mais fundamentais a colocar são contudo:
Podemos viver sendo parte da solução em vez de parte nesse tremendo problema actual que consiste na quantidade de resíduos que produzimos diariamente? Podemos consumir de forma bem mais consciente? Conhecemos bem a realidade sócio-económica do comércio na nossa cidade e comunidade local? Podemos viver consumindo menos mas melhor? Podem as nossas escolhas e opções enquanto cidadãos fazer a diferença?
É a resposta a essas e muitas outras questões que certamente surgirão que iremos tentar desvendar nas ruas da cidade do Porto.
Facilitador: Pedro Jorge Pereira - Activista Eco-Social e Formador
Apoio: Casa da Horta – Associação Cultural
Participação limitada ao número de vagas existentes. Prioridade por ordem de inscrição.
Dia 26 de Março de 2011, Sábado, às 10h00
(duração aproximada: 3h00)
Inscrições Limitadas
Ponto de Encontro: Av. dos Aliados, em frente à C.M. do Porto, junto à estátua de Almeida Garret
(Percurso essencialmente de rua e, portanto, sujeito às condições climatéricas existentes. A confirmação será enviada por e mail até 24h anteriores à actividade. Trazer roupa e calçado confortável. )
Contribuição: 5,00*
* Para auto-financiamento do projecto de sensibilização e trabalho formativo
Data Limite das Inscrições:
24 de Março, 5ªfeira
Contactos, informações e Inscrições:
Pedro Jorge Pereira
93 4476236
http://thechange2004.blogspot.com/2011/03/oficina-sobre-consumo-critico-e.html
Lisboa, Porto, Madrid
15 de Março de 2011
Há 35 anos atrás, a população de Ferrel marchou contra a construção da primeira central nuclear em Portugal e estabeleceu um marco na rejeição do nuclear em Portugal. Também em Espanha, nos anos 70, fortes mobilizações anti-nucleares conseguiram impedir 10 dos 25 projectos planeados. Contudo, o acidente de Fukushima veio relembrar que os perigos da energia nuclear não conhecem fronteiras. Organizações portuguesas e espanholas reclamam agora o encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha.
No passado dia 11 de Março, o Japão foi devastado por um sismo de magnitude 9,0 graus na escala de Richter e consequente tsunami. Para além da significativa perda de vidas humanas e de bens, as consequências podem ser ainda mais graves devido a problemas registados nas centrais nucleares.Esta situação expõe as fragilidades e os riscos associados ao uso da energia nuclear de fissão, não obstante o enorme investimento feito em segurança e o discurso tecnocrata de que tudo é controlável.
Vários especialistas consideram já este como o segundo maior incidente nuclear da história e não excluem a hipótese de ultrapassar a gravidade de Chernobil. Há neste momento vários reactores em risco de fusão do núcleo e já ocorreram várias fugas de compostos altamente radioactivas. Uma catástrofe ecológica e social é, neste momento, uma forte possibilidade. A gravidade da catástrofe, não só para o Japão, como também para os países vizinhos, será ditada pelo que se venha a passar com os reactores (que continuam a constituir uma incógnita para os especialistas), bem como pela direcção dos ventos que transportam as nuvens radioactivas.
Em 1976 ainda não tinham ocorrido os acidentes nucleares mais graves da história: Three Mile Island (1979), Chernobyl (1986) e Fukushima (2011). Tal não impediu a população de Ferrel (localidade situada numa zona de sismicidade elevada, no concelho de Peniche) de marchar contra a construção de uma central nuclear na sua terra, a 15 de Março de 1976.
Também em Espanha se geraram fortes mobilizações anti-nucleares em Espanha, que conseguiram impedir a construção de 15 centrais nucleares no território espanhol. Como resultado, apenas entraram em funcionamento 10 reactores nucleares dos 25 planeados. Destes dez, um deles foi encerrado após o acidente de Vandellós em 1979 e a de Zorita encerrou em Junho de 2004.
35 anos depois, é tempo de reavaliar as unidades que se construiram por toda a Europa e, em particular na Península Ibérica, onde Espanha conta com 6 centrais nucleares (8 reactores) em operação, duas delas (Sta. María Garoña, perto de Burgos e Cofrentes, perto de Valência), utilizando a mesma tecnologia (BWR) que a central de Fukushima. A Central Nuclear de Almaraz, junto ao Tejo e a 100km da fronteira portuguesa, já ultrapassou o período previsto de funcionamento e há alguns meses foi decidido prolongar em 10 anos o seu período de actividade. Este é mais um factor de preocupação para Espanha e para Portugal. Em caso de um grave acidente nuclear, os impactos dificilmente ficarão contidos nas fronteiras espanholas.
A energia nuclear é prescindível em Espanha, dado que este país exporta energia eléctrica a todos os seus países vizinhos, incluindo França. A electricidade produzida pelas nucleares pode substituir-se por medidas de poupança e eficiência e por um forte apoio às energias renováveis. Desta forma poderia libertar-se a Península Ibérica do risco que constitui o funcionamento do 8 reactores nucleares, eliminando a possibilidade de desastres com o de Fukushima, no Japão.
Além do mais, evita-se a necessidade de gestão de resíduos radioactivos que venham a ser produzidos. Actualmente há cerca de 3500 toneladas de resíduos de alta actividade, que chegariam a 7000 Tm. Com o encerramento faseado das nucleares, o volume de resíduos nucleares seria convenientemente reduzido.
Se queremos uma sociedade sustentável, não podemos apostar em formas de produzir energia que possam pôr em causa as gerações presentes e as futuras, seja através da exploração do urânio, da ocorrência de acidentes ou através do legado futuro em termos de desmantelamento e deposição final dos resíduos nucleares.
Esperamos que a situação se resolva sem danos significativos para as pessoas e para o ambiente, mas o aviso é claro e não pode deixar de ser ouvido por todos aqueles que desejam uma sociedade sustentável e com futuro. As organizações subscritoras deste comunicado, apelam, por isso, ao encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha.
Para mais informações:
AZU - António Eloy: +351 919289390
Ecologistas en Acción - Javier González (Área de Energía): +34 679 27 99 31
Francisco Castejón (Campaña Antinuclear): +34 639 10 42 33
GAIA - Gualter Barbas Baptista: +351 919090807
Quercus - Susana Fonseca: +351 937788471
Um excelente artigo, extremamente bem elucidativo da teia de jogos económico-partidários diria, praticamente, mafiosos que estão a ameaçar gravemente todo o nosso património natural, cultural, económico, etc.
Neste caso uma das mais valiosas jóias nacionais: o Tua e toda a região de Trás-os-Montes.
Demonstra bem também de como estes “boys” regionais estão mais interessados nas suas perspectivas de ascensão na máquina partidária do que com qualquer interesse das regiões e populações que os elegem …
Portugal, o país dos políticos e gestores públicos pequenos (mas curiosamente com os maiores salários da Europa) e das grandes negociatas … uma referência ainda bem elucidativa a estas novas “agências de desenvolvimento local” e da sua (in)utilidade …
BARRAGEM DO TUA:
OS SUBTERRÂNEOS DA POLÍTICA
por Francisco Gouveia, Engº
(Sócrates veio ao Tua inaugurar a 1ª pedra tumular de Trás-os-Montes.
E veio com segurança, sem oposição dos autarcas mais directamente envolvidos. Porque antes o terreno foi devidamente preparado com eficácia pela máquina regional do PS.
Já agora convém lembrar que a empreitada da barragem foi adjudicada pela EDP de António Mexia, ao consórcio Mota-Engil/Somague/FMS, cuja empresa-mestra é presidida pelo socialista Jorge Coelho, que também está a fazer o túnel do Marão e a A4.
Vamos lá tentar “escavar” estes subterrâneos políticos)
Antes de mais, e para que se perceba a dimensão do problema, convém referir estes factos: a Barragem do Tua ficará situada a cerca de 1 Km da sua foz, terá um paredão com 108 metros de altura, um comprimento no coroamento (parte superior) de 275 metros, e a albufeira estender-se-á ao longo de 37 Km. Trata-se, efectivamente, de um monstro de betão, e de uma albufeira que eliminará o vale do Tua definitivamente.
Alterações do micro-clima, da fauna, flora, das condições de habitabilidade, e outras, serão sentidas perpetuamente, para além de algo que dinheiro nenhum do mundo paga: as consequências psicológicas de se fazer desaparecer do mapa toda uma região. Hectares de belezas naturais e patrimoniais que nunca mais ninguém verá. A Barragem do Tua vai destruir uma parte de Trás-os-Montes e, submergindo 16 Km de linha férrea, acabar com a linha de vez. Tudo isto em nome de um plano hidroeléctrico que por cá é responsável por barragens que representam 40% da produção eléctrica nacional, sem que, por isso, o bem-estar dos transmontanos e durienses tenha melhorado um vintém.
Posto isto, vamos então tentar perceber o que se passou.
A princípio, a oposição política à Barragem era grande. Uma das suas principais vozes era José Silvano (PSD), Presidente da Câmara de Mirandela, para quem a linha ferroviária do Tua era a única ligação do seu concelho à rede nacional. Das restantes Câmaras afectadas (Alijó, Carrazeda, Murça e Vila Flor) a contestação, se alguma vez se ouviu, era mais branda. E porquê?
Murça e Vila Flor são Câmaras lideradas em maioria pelo PS. Pequenas Câmaras mais interessadas (e habituadas) a esperar para ver se da mesa de Lisboa caem algumas migalhas, do que a intervir tomando posições em que se possam comprometer. E depois, e acima de tudo, são do PS, e este Plano Hidroeléctrico era da execução do PS.
Relativamente a Carrazeda de Ansiães, o seu Presidente, José Correia, foi eleito numa coligação PSD/CDS, mas ganhou por uma “unha negra” (só com 67 votos a mais) a uma outra coligação de independentes. Em último foi eleito Augusto Faustino, pelo PS. José Correia teve que governar em minoria, com um executivo de 5 elementos, formado por si e pelo seu colega de coligação, os dois eleitos da coligação opositora de independentes, mais o eleito do PS. Ora está mesmo a ver-se, nestas circunstâncias (2+2+1), em quem está o poder de fazer a maioria numa votação camarária. José Correia tornou-se assim, politicamente, “refém” de Augusto Faustino e, consequentemente, do PS.
Entretanto, em Alijó, está Artur Cascarejo (PS) que governa em maioria, e que acumula também com o lugar de Presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, e é o político duriense que é visto mais vezes nos órgãos de comunicação social e que não perde evento onde possa ficar ao lado de uma câmara de TV (exemplos que confirmam as suas ambições políticas – e contra isso nada). Artur Cascarejo começa, a partir de uma certa altura, a ter uma atitude mais activa no processo. A ele se junta Ricardo Magalhães, Presidente da Estrutura de Missão do Douro, e serão estes que se encarregarão de limar as últimas arestas que se opõem à viabilidade da Barragem. Entretanto, o Dr. José Silvano mantém-se irredutível.
É então a vez de Artur Cascarejo assumir publicamente e com veemência, que Alijó quer a Barragem (como se tivesse feito algum referendo) e, numa célebre entrevista à Rádio Bragantia, com ar sério mas denotando uma fragilidade como nunca lhe vimos, argumenta a favor da Barragem com base no espelho de água imenso que poderá ser um potencial turístico, nos 4 pólos museológicos que vão nascer, fruto da colaboração do Museu do Douro com o Museu de Favaios, e na Agência que vai gerir o futuro Vale do Tua.
E fiquei pasmado. Porque até já tinha elogiado o Dr. Artur Cascarejo por opções que tomou pelo modelo de regionalização e outras opções para a região, e senti naquela altura que havia ali algo mal explicado. Senão, vejamos: seria isto a base da sua argumentação para defender a Barragem? Um espelho de água? Quantos há no Douro? E que nos trouxeram? E 4 museus? 4? Ainda por cima com o aval do Museu do Douro? Que nem o seu sabe governar? Alguém vem ao Tua ver 4 Museus? E Museus de quê?
Mas depois, percebi. A tal Agência, de que se vinha falando, é que era o busílis da questão! Disse ele que a tal Agência era para gerir o Vale do Tua. Lapso seu, porque o Vale seria submerso e deixaria de existir. Mais tarde emendaria: futuro vale ecológico, ou zona natural, ou coisa que o valha. Algo a construir, portanto. Mas, como disse, a questão prendia-se com a tal Agência.
É então que a figura da tal Agência começa a ganhar forma, estrutura, e o aval de Lisboa. Começa assim a gestação efectiva da Agência Regional de Desenvolvimento do Tua. Não é que esta ideia das Agências Regionais fossem algo de novo, mas era agora algo de concretizável. De tal modo que o Governo garante logo à partida verbas para a sua instalação. Era uma migalha para o montante envolvido no negócio da Barragem. E o objectivo dessa Agência é gerir os 3% que a EDP anualmente pagaria como comparticipação na produção de energia produzida pela Barragem. A EDP daria um chouriço e receberia um porco!
Restava, como opositor, o Dr. José Silvano de Mirandela. Mas não durou muito a oposição do Dr. Silvano, já que dá o dito por não dito e altera o seu discurso em Janeiro deste ano, aproveitando, como desculpa, o empurrão do despacho da Ministra do Ambiente que aprova o projecto da Barragem.
E diz o Dr. Silvano que desiste de lutar contra a construção da Barragem, desde que seja garantida a mobilidade entre a Barragem e Mirandela, e desde que a gestão dos 3% da comparticipação da Barragem fossem geridos pela tal Agência.
Ninguém entendeu esta cambalhota do Dr. Silvano, tanto mais que já se sabia que a mobilidade nunca seria garantida. Ou seja: com a submersão dos 16 Km da linha do Tua, a ligação ferroviária a Mirandela acabaria.
A EDP, no entanto, garantia essa mobilidade, e até se comprometia a pagá-la. E de que maneira? Chegados os utentes de comboio à Estação do Tua, há que sair, seguir de barco até à barragem, depois subir em funicular, da base do paredão até lá acima à albufeira, aí embarcar num ferry até Brunheda, retomando depois a viagem de comboio numa linha ferroviária totalmente remodelada tipo Metro de superfície, até Mirandela.
E será que alguém com a cabeça em cima dos ombros acredita que isto tem alguma viabilidade? Isto não dá vontade de rir? Então de Inverno, com ela a cair rasgadinho, o vento a soprar como doido, andar a subir em funicular e fazer-se às águas de barco, deve ser algo tão apetecível como fazer uma viagem no Titanic!
Mas mesmo que isso se concretizasse, a REFER já tinha dito que a submersão de 16 Km de via era o fim da linha do Tua! Por outro lado, de Brunheda a Mirandela, são 33 Km de comboio. A remodelação deste troço de via custa 30 milhões de Euros, dos quais a EDP só garante 10 M. Os restantes 20 M têm que ser pedidos à UE com a intervenção da CCRN. Ou seja, só um terço do dinheiro está garantido, e mesmo assim a REFER não quer reactivar a linha porque naquelas condições (viagem de funicular e depois de barco), a restante linha será ainda mais deficitária do que já é.
Conclusão: Mirandela vai ficar, seguramente, sem linha ferroviária.
Perante a precariedade evidente da garantia de mobilidade a Mirandela, o que levou o Dr. José Silvano a mudar tão depressa de opinião?
Contudo, e apesar da lógica de todos estes óbices, o certo é que, por estes dias, logo antes da visita de Sócrates e da célebre inauguração da 1ª pedra da Barragem, os cinco autarcas reuniram-se sob o patrocínio da Estrutura de Missão, e assinaram o protocolo de formação da tal Agência bem como os seus Estatutos. Estatutos esses que só esses autarcas e Eng. Ricardo Magalhães conhecem.
Estatutos de uma Agência Regional de Desenvolvimento que não vai desenvolver nada, mas que vai gastar os tais 3% em ordenados de Administradores, Assessores, Consultores, e pessoal apadrinhado, desenvolvendo depois projectos que, esses sim, aguardarão aval do Orçamento de Estado. Ou seja: lucros da EDP para pagar mordomias a políticos, e projectos para serem pagos com os nossos impostos. Esta Agência tem assim cara de ser uma espécie de Conselho de Administração da EDP, mas em ponto pequenino. Em ponto de 3%. Esta Agência será mais um albergue dourado da classe política. Senão, é esperar para ver quem se vai sentar nos tais lugares. Senão, é ver quando os senhores Presidentes de Câmara da região terminarem os mandatos e não puderem, por força da lei, continuar a exercer as presidências autárquicas, que cargos irão ocupar. É tudo uma questão de tempo.
Mas há ainda outra questão estranha. O facto é que, quando damos voltas a estas coisas do princípio ao fim, acabamos por tropeçar sucessivamente em gente do PS. É que a empresa-mestra do consórcio que vai construir a Barragem (o consórcio a quem a EDP adjudicou a obra, é a Mota-Engil/Somague/MFS), tem como Presidente o socialista Dr. Jorge Coelho. Empresa que também está a fazer a A4.
Por outro lado, logo que começou a falar-se na eventual queda do Governo, a Ministra do Ambiente e restantes, trataram logo de assinar as papeladas de aprovação do projecto e, por sua vez, a EDP já tinha a obra adjudicada ao tal consórcio. Isto é que é rapidez! Melhor dizendo: eficiência! E Sócrates veio logo a correr fazer a inauguração da obra, não fosse o diabo tecê-las! Porquê tanta pressa?
Se isto fosse um puzzle, eu diria que as peças se encaixam na perfeição. A escritora Margarida Rebelo Pinto diz num dos seus livros que “Não Há Coincidências”.
Mas eu, que até não sou particularmente adepto daquela escritora, e que detesto fazer puzzles, até acho que isto é tudo uma coincidência, que não há subterrâneos na política, que a Barragem do Tua vai ser uma maravilha, que Trás-os-Montes com ela vão ter um desenvolvimento tremendo, que os senhores autarcas têm plena consciência da herança positiva que deixam para o futuro, que os boatos sobre os seus interesses na Agência são puras calúnias, que a Estrutura de Missão é uma instituição que veio para o Douro para o ajudar a crescer e a resolver os seus problemas e que essa coisa de ser o “pau mandado” do Governo é um insulto injustificável, que António Mexia é um homem que está a fazer o melhor para o país apesar de nos cobrar nas facturas o que não gastamos porque se trata de um investimento no futuro, e que Sócrates é um homem com uma visão genial, um visionário, e que por isso é um incompreendido.
E depois, meus amigos: pensem como é belo um paredão de cimento com 100 metros de altura a tapar o vale do Tua!
E como é belo um lago de 37 Km tendo no fundo o património e os esqueletos do nosso passado milenar!
Acho até que a tal Agência pode comprar submarinos para que os turistas possam visitar o Vale do Tua. Olha que rica ideia que eu tive!
E para que são precisas as linhas ferroviárias?
Vem aí o futuro! Abaixo as linhas ferroviárias! Vivam as naves espaciais! Vivam os OVNIS!
(in Jornal “Notícias do Douro”, Régua, 3 Março 2011)
“A Água não é um mero conjunto de gotas, somente um rio, um lago ou um mar. A Água representa para a nossa Terra Mãe o que o sangue representa para o nosso corpo, percorrendo as suas veias e irrigando-a com toda a sua força, vitalidade e essência.”
O Ser Humano tem vindo a perder muitas das suas ligações ancestrais com a Terra Mãe, juntamente com tradições, conhecimentos e até identidade. Tem vindo a perder ligação ao ciclos ancestrais, à sabedoria dos rios e das montanhas, à energia da Terra e dos elementos.
Nesta “viagem” do ciclo de Palestras de “Ao (re)Encontro da Natureza Mãe” vamos ao (re)encontro da água.
A água, consensualmente considerada um “bem preciso” está longe, contudo, de possuir o valor filosófico e ser merecedora do respeito e veneração que possui em outras culturas e civilizações diferentes da nossa sociedade “de consumo”.
Vivemos numa cultura de enormes paradoxos na forma como nos relacionamos com a Mãe Natureza. Em relação à água, por exemplo, lançamos na água os nossos esgotos, assim como substâncias tóxicas e contaminadas diversas, para depois gastarmos milhões e milhões de euros em tratamentos - na maior parte dos casos muito ineficientes - na tentativa de lhe retribuir um pouco da qualidade e pureza anterior.
Beber água pura e limpida tornou-se quase numa utopia. A água, um bem “público” essencial, tem-se vindo a tornar num produto comercial privado, como qualquer outra mercadoria.
Simultaneamente, ao mesmo tempo que nos países ditos desenvolvidos se usa e abusa da água para manter modelos agrícolas, ornamentais (jardins) e de consumo doméstico e industrial completamente insustentáveis e esbanjadores, em muitos locais do planeta (e por vezes até mesmo em certas regiões desses mesmos países consideradores desenvolvidos) ter água suficiente sequer para saciar a sede é em muitos casos uma miragem.
Então aquilo que propomos é, antes de tudo o mais, uma reflexão filosófica sobre a forma como “olhamos” e nos relacionamos com a “água” na nossa vida.
Depois, há uma mudança que urge fazer acontecer, há uma mudança que urge fazer surgir em nós mesmos na própria forma como "olhamos" e nos relacionamos com "a água" em todos os nossos gestos “habituais” do dia-a-dia. Como, de que forma, e porquê são algumas das respostas que tentaremos dar a muitas mais questões que urge lançar e sobre as quais reflectir. A Palestra de Ao (re)Encontro da NATUREZA MÃE “A ÁGUA – FONTE de VIDA” é uma viagem e desafio de mudança pessoal e social.
Facilitador: Pedro Jorge Pereira
Foi um dos fundadores do núcleo do Porto do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, entre outras experiências de activismo e voluntariado noutras associações, sobretudo de cariz ambiental, com particular destaque também para a Associação Cultural Casa da Horta.
Editou e publicou através do Programa Capital Futuro do Programa Juventude, o livro “Be the change you want to see”, com um forte carácter pedagógico, destinado à educação ambiental e sensibilização para a importância do voluntariado no mundo actual.
Dinamiza ainda, entre outros projectos e actividades, oficinas ligadas aos temas eco-sociologia, ambiente, ética e escreve artigos de reflexão/pensamento para diversas publicações digitais e em formato papel.
Blog “Be the Change you Want to See...”:
http://thechange2004.blogspot.com/
Dinamiza ainda um projecto na área da alimentação vegetariana natural, designado "Segredos da Horta", dada a importância que alimentação adquire naquilo que é a sua visão do mundo e da consciência que urge desenvolver em cada indivíduo a esse nível. O blog:
http://segredosdahorta.blogspot.com/
Acima de tudo, e antes de tudo, procura reencontrar em si mesmo e no seu ambiente exterior esse força sublime, pura e incondicional da própria Mãe Natureza.
PALESTRA “Ao (re)Encontro da NATUREZA MÃE”
A ÁGUA – FONTE de VIDA
4 de Março, 6ªfeira, 19h00
duração aproximada: 2 a 3 horas
Porto
ESPAÇO: ESCOLHA HARMONIOSA
Contribuição sugerida: 5 fontes *
* 10% de desconto em duas ou mais inscrições conjuntas, 20% de desconto (não acumulável) para participantes na primeira Palestra do ciclo “Ao (re)Encontro da Natureza Mãe
Mais informações e inscrições:
Tel.: 225191764 | Fax: 225191701
email: info@escolha-harmoniosa.pt
web: http://www.escolha-harmoniosa.pt/
Una Granja para el Futuro from Horatiux on Vimeo.
Um filme/documentário absolutamente inspirador e que nos conduz a uma reflexão tão urgente como fundamental que é o pensarmos numa sociedade e particularmente numa agricultura pós-carbono! Apontando para um dos "paradigmas" e abordagens mais revolucionárias da história recente da humanidade e que é a Permacultura. A não perder e a divulgar!

“Que tristeza pensar que a Natureza fala e o ser humano não a escuta”
Victor Hugo
O Ser Humano tem vindo a perder muitas das suas ligações ancestrais com a Terra Mãe, juntamente com tradições, conhecimentos e até identidade. Tem vindo a perder ligação ao ciclos ancestrais, à sabedoria dos rios e das montanhas, à energia das plantas e da Terra.
O Ser Humano vive cada vez mais em altas torres de cimento e betão, longe do odor das ervas silvestres, e o seu alimento vem de partes distantes do mundo produzido não se sabe por quem e em que condições (ou não é de todo conveniente saber).
O ser Humano olha para os outros filhos da Mãe Terra (das espécies não humanas, e também para os seus semelhantes da sua própria espécie) com arrogância e do alto de toda a sua superioridade que não é senão ilusória e nefasta.
O Ser Humano desumanizou-se vivendo cativo de um ego que busca uma constante e efémera gratificação aparente e superfical, quer no mundo dos bens materiais quer na sociedade das aparências e da ganância de poder.
O Ser Humano desumanizou-se e, em muitos casos, é também cada vez menos “Ser”.
O Ser Humano tem vindo a perder as suas Raízes, e com elas a sua ligação à Terra Mãe que o nutre, cuida e ama incondicionalmente.
Por vivemos cada vez mais em cidades desumanizadas, em habitats cada vez mais artificiais, com um estilo de vida cada vez mais artificial, significa que a Mãe Natureza morreu dentro e fora de nós?
A Oficina de “Ao Encontro da NATUREZA MÃE” é uma viagem sem rumo muito definido (como as curvas sinuosas de um rio) ao encontro e de regresso à TERRA MÃE.
Como sentirmos, procurarmos e encontrarmos as nossas raízes primoridais mesmo num contexto de tão acentuadas e abruptas mudanças civilizacionais (muitas vezes, talvez, não na melhor direcção).
Não há um porquê, um como, há simplesmente um fluir desse magnífico milagre que é o SER.
Numa primeira parte iremos sobretudo reflectir sobre os caminhos que a nossa civilização se encontra a percorrer e numa segunda parte iremos, sobretudo, reflectir nos caminhos que cada um de nós próprios poderá percorrer para ir mais, no nosso próprio dia-a-dia urbano, ao encontro da Mãe Natureza.
Facilitador: Pedro Jorge Pereira, Formador Eco-Social e Dinamizador de Projectos de Intervenção.
Foi um dos fundadores do núcleo do Porto do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, entre outras experiências de activismo e voluntariado noutras associações, sobretudo de cariz ambiental, com particular destaque também para a Associação Cultural Casa da Horta.
Editou e publicou através do Programa Capital Futuro do Programa Juventude, o livro “Be the change you want to see”, com um forte carácter pedagógico, destinado à educação ambiental e sensibilização para a importância do voluntariado no mundo actual.
Dinamiza ainda, entre outros projectos e actividades, oficinas ligadas aos temas eco-sociologia, ambiente, ética e escreve artigos de reflexão/pensamento para diversas publicações digitais e em formato papel. Blog “Be the Change you Want to See...”:
http://thechange2004.blogspot.com/
Dinamiza ainda um projecto na área da alimentação vegetariana natural, designado "Segredos da Horta", dada a importância que alimentação adquire naquilo que é a sua visão do mundo e da consciência que urge desenvolver em cada indivíduo a esse nível. O blog:
http://segredosdahorta.blogspot.com/
Acima de tudo, e antes de tudo, procura reencontrar em si mesmo e no seu ambiente exterior esse força sublime, pura e incondicional da própria Mãe Natureza.
OFICINA “Ao Encontro da NATUREZA MÃE”
Oficina de regresso às Raízes e Mudança
24 de Fevereiro, 5ªfeira, 19h00
duração aproximada: 2 a 3 horas
Porto
QUINTAL BioShop
Contribuição: 10 euros
Recomendações: levar roupa confortável e alimento vegetariano para partilhar entre tod@s
Mais informações e inscrições:
222 010 008
e-mail: mail@quintalbioshop.com
www.quintalbioshop.com
http://blogdoquintal.blogspot.com
http://blogdoquintal.blogspot.com/2011/02/oficina-ao-encontro-da-natureza-mae.html