Wednesday, August 20, 2008

petição 'COMIDA vs ALIMENTAÇÃO'


Não é de facto aceitável, desde logo do ponto de vista ecológico, que a nossa sociedade continue a consumir carne nas proporções que se conhecem. Para além do aspecto ético, que se prende com o sofrimento e sacríficio de milhares de seres vivos inocentes, o consumo de carne implica um tremendo impacto ecológico, dada a quantidade de água, terra, cereais entre outros recursos necessários para “criar” os animais para abate. Por outro lado, são cada vez mais evidentes os aspectos negativos do consumo de carne (doenças cardio-vasculares, determinados tipos de cancros que parecem estar associados a um consumo elevado de carne, ingestão de antibióticos e hormonas usados na criação pecuária, etc.)

Nessa perspectiva, não faz sentido que hábitos culturais de uma sociedade de consumo insconciente continuem a falar mais alto do que a possibilidade de cada um de nós fazer algo mais pelo planeta, pelas outas espécies animais e, já agora, por cada um de nós próprios.

Nesse sentido o vegetarianismo consciente enquanto alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta e nutricionalmente mais diversificada e rica é uma opção que urge adoptar por cada vez mais indivíduos conscientes e activos.

Um pequeno contributo nesse sentido que cada um de nós pode dar, para além de se informar, praticar e aprender mais sobre a alimentação vegetariana, é assinar a seguinte petição:



PETIÇÃO 'COMIDA vs ALIMENTAÇÃO'

18/08/2008

http://un.evana.org/sign.php?lang=pt



PETIÇÃO

PARA: Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon

CÓPIA:

FAO - Director-Geral Dr. Jacques Diouf

WHO - Director Geral Dr. Margaret Chan



Lançado por:

-Jens Holm, Representante sueco no Parlamento Europeu

-Swiss Union for Vegetarianism (União Suíça para o Vegetarianismo)

-European Vegetarian and Animal News Alliance (EVANA)

(Aliança Europeia para Notícias de Vegetarianismo e Animais)



'COMIDA vs ALIMENTAÇÃO'



Caro Sr. Secretário-Geral,



Em 1996, a “Declaração de Roma para a Segurança Alimentar” reafirmou “o direito de todas as pessoas de terem acesso a comida segura e nutritiva”. Os signatários também plasmaram nela o seu desejo político de “erradicar a fome de todos os países.”

Em 2008, desnutrição e fome em muitas partes do mundo estão não só a aumentar como a causar novos picos de sofrimento. Colheitas más e perdidas, escalada de preços, práticas de cultivo insustentáveis são apenas alguns dos factores que contribuem para colocar em risco de morte as pessoas mais vulneráveis.

Não é aceitável que nem mesmo numa situação negra, com fome e desnutrição a matarem aproximadamente seis milhões de crianças por ano, elevadas percentagens de vegetais produzidos são ainda usados para alimentar animais.

Em nome da humanidade, uma comunidade global responsável não pode continuar a investir 7-16 Kg de grão ou feijão de soja, quase 15 500 litros de água e 323 m2 de área de pasto na produção de apenas um quilo de bife para aqueles que têm meios de pagar por ele. Precisamos

desesperadamente de meios mais acessíveis e sustentáveis de garantir comida para todos.

Infelizmente, embora especialistas da FAO considerem “o gado a maior ameaça para o ambiente”, eles apenas recomendam formas diferentes de produção, algumas das quais susceptíveis de colocar ainda mais em risco um ambiente já vulnerável, talvez comprometendo a sua recuperação.

Todas as pessoas famintas, muitos milhões de vegetarianos e aqueles que procuram alternativas holísticas para tradições destrutivas têm o direito de esperar de quem tem o poder de decidir, governos e organizações internacionais, uma investigação científica de todas as alternativas disponíveis, incluindo o vegetarianismo. Este recurso e estilo de vida merece uma investigação séria e um esforço promocional, se não por outro motivo, pelo seu potencial de decidir a batalha “comida VS alimentação” em favor da humanidade.

Por este motivo, apelamos às Nações Unidas e suas agências que deixem de ignorar o vegetarianismo, e em vez disso estudem os seus múltiplos benefícios, com o objectivo de incorporá-los em futuras estratégias para um mundo livre de fome.



Quem subscrever o conteúdo da carta abaixo, pode assiná-la em

http://un.evana.org/sign.php?lang=pt



E, por favor, divulgue massivamente esta petição. Obrigada!

Friday, July 04, 2008

À volta das aldeias… na Casa da Horta em Julho


http://casadahorta.pegada.net/

8 a 27 de Julho

Entrada gratuita

PROGRAMAÇÃO:

Dia 8, terça-feira

? 21.00h - Inauguração da exposição fotográfica “Aldeias à volta do rio Paiva”, autoria Sérgio Rui

Dia 9, quarta-feira

? 21.30h - Documentário “11 burros caem no estômago vazio” (29 min.), de Tiago Pereira

? 22.00h - Apresentação da AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (Miranda do Douro)

Dia 12, sábado

? 17.30h – Documentário “Mestre da Cortiça” (10 min.)

? 18.00h – Conversa sobre “Revitalização de aldeias”, com a presença da associação ALDEIA (Vimioso) e Centro de Convergência (Odemira)

Dia 13, domingo

? 18.30h – Documentário “Névoa no Vale” (1h06m), de Victor Salvador

Dia 17, quinta-feira

? 21.30h – Documentário sobre o Teatro Regional da Serra de Montemuro (Castro Daire)

Dia 19, sábado

? 17.30h – Vídeos realizados em Nodar

? 18.30h – Apresentação da Associação Cultural de Nodar (S. Pedro do Sul)

Dia 20, domingo

? 18.00h – Documentários “Contra Corrente” (26 min.), “O Fole” (32 min.) e “Milho à Terra” (50 min.), de Carlos Eduardo Viana, produzidos pela Associação Ao Norte

Dia 24, quinta-feira

? 21.30h – Documentário “Ainda há pastores” (1h12m), de Jorge Pelicano

Dia 26, sábado

? 18.30h - Apresentação do projecto “Criar Raízes” (S. Pedro do Sul) e banca da CoopRaízes

Dia 27, domingo

? 18.00h – Documentário “O Céu Gira” (115min), de Mercedes Álvarez

Thursday, June 26, 2008

A história e histórias em torno do livro “Be the Change you want to see” 2 de Julho, quarta-feira, 21:30


Convite/Informação para mais uma tertúlia
na sede da Campo Aberto - 2 de Julho, quarta-feira, 21:30
Rua de Santa Catarina, 730-2.º andar

(CICLO CIDADE CAMPO)

Pedro Jorge Pereira apresenta

A história e histórias em torno do livro “Be the Change you want to see”
(frase de Gandhi: seja você mesmo a mudança que deseja para o mundo)

Ou a história de como uma experiência de voluntariado ecológico nos pode permitir descobrir as ecotopias que estão a lançar as sementes de uma nova humanidade

O livro estará disponível para venda




INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Em 2004 Pedro Jorge Pereira foi voluntário do SVE - Serviço de Voluntariado Europeu (através do Programa Juventude da União Europeia) em Permalot, um inovador projecto ecológico nas montanhas da Morávia, perto de Olomouc, República Checa. Permalot é uma iniciativa de Eco-Aldeias e nesse projecto teve a oportunidade de desenvolver diversas actividades relacionadas com desenvolvimento sustentável em zonas rurais, nomeadamente: Eco-turismo, Reconversão de terrenos para agricultura biológica ou orgânica, Permacultura, Eco-construção, etc.

Na sequência desta experiência editou e publicou, através do Programa Capital Futuro do Programa Juventude, o livro “Be the change you want to see”, com um forte carácter pedagógico, destinado à educação ambiental e sensibilização para a importância do voluntariado no mundo actual.

Blog do projecto:
http://thechange2004.blogspot.com/

Esse livro, e as histórias que delem fazem parte, assim como uma apresentação de várias imagens e conceitos desenvolvido em Permalot, são o ponto de partida para uma tertúlia em torno de temas como as Iniciativas de Eco-Aldeias, Permacultura, Agricultura Biológica ou Orgânica, Voluntariado etc.
Sementes a germinar num planeta que actualmente caminha rumo a uma perigosa e preocupante crise ecológica global.

Autor

Pedro Jorge Pereira é, há vários anos, activista eco-social. Tem vindo a estar ligado a diversos projectos e a fazer parte de diversos movimentos e associações sobretudo de cariz ambientalista ou com projectos na área (Liga Portuguesa de Profilaxia Social, Quercus, MATP, Associação Animal, etc.).

Participou, juntamente com outros activistas, na criação do núcleo do Porto do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental – GAIA. No GAIA foi responsável pela organização de vários eventos, campanhas e actividades como encontros, conferências e sessões de educação ambiental.

Participou igualmente no Movimento Massa Crítica e em diversas iniciativas e plataformas conjuntas de ONG.

Tem vindo a enveredar, primordialmente, pela área da educação ambiental e criação de estilos de vida ecológicos como principais áreas de vocação e interesse, juntamente com a área da alimentação vegetariana e nutrição integral.

Blog do projecto de alimentação vegetariana natural Segredos da Horta:
http://segredosdahorta.blogspot.com/

É responsável pela publicação de diversos artigos e textos relacionados com diferentes assuntos, nomeadamente: Ecologismo, Ecologia Social, Direitos Humanos (1ºde Janeiro, Indymedia, Eco-Portal, Boletim Erva Daninha) assim como pela redacção de diversos comunicados de imprensa.

“Acima de tudo, busco em mim, e em todos os seres que contacto, a mudança que desejo ver no mundo, uma mudança no sentido da espécie humana estar cada vez mais próxima da Mãe Natureza e, por inerência, mais perto de si mesma. Estou em crer que o tecnocentrismo e a obsessão pelo lucro individualista, dogmas centrais no pensamento neoliberal vigente, algumas das principais razões para a grave crise ecológica e social que vivemos nos nossos dias. Uma crise que só poderá ser ultrapassada se o ser humano for capaz de buscar e criar novos paradigmas de aproximação e relacionamento com a Mãe Natureza.”
Pedro Jorge Pereira

Monday, June 16, 2008

Thursday, June 12, 2008

os custos do automóvel


Querid@s Amig@s e Companheir@s,

Desta vez a partilha que faço é relativa a um cálculo muito interessante e que dá mesmo que pensar: os custos de manutenção de um automóvel. Se aliarmos a estes dados interessantes o constante aumento do preço da gasolina ... então esta reflexão relativa à forma como nos deslocamos e como usamos (e tantas vezes abusamos) do automóvel é mesmo essencial ...

depois, claro, há outros custos, se calhar até bem mais elevados, não mencionados aqui. Custos ambientais dos automóveis (emissões de gases, destruição de habitates naturais para construção de estradas e auto-estradas), sociais (perda de espaço público, individualização do transporte), de saúde pública (poluição e doenças respiratórias) e esse tremendo custo que é o da sinistralidade. Acredito que, felizmente, se aproxima cada vez mais rapidamente o tempo em que teremos de nos deslocar sem utilizar o automóvel. Porque não começar hoje e agora?

Abraços e Beijinhos ecocêntricos,

Deste animal humano: Pedro Jorge

Segue o artigo:



Quanto lhe custa TER e USAR o seu automóvel ?

http://100diasdebicicletaemlisboaapoio.blogspot.com/2008/02/quanto-custa-ter-e-usar-o-meu-automvel.html

Despesas de Propriedade, Utilização e Manutenção


Ser proprietário de um veículo automóvel não é propriamente barato. Mesmo um carro pequeno aumenta substancialmente as suas despesas mensais.



Por um lado, terá que considerar o preço que paga pela compra do carro e, por outro, as várias despesas que irá suportar a partir desse momento. Faça bem as contas às despesas:

Desvalorização/Depreciação do veículo

Combustível, portagens e despesas de manutenção

Pneus, revisões mais profundas, bateria, etc.

Seguro e Imposto municipal sobre veículos

Inspecções Periódicas Obrigatórias


Exemplo:


Imagine que comprou um carro por 15.000€. Imaginando que o vai manter por 10 anos, significa que este lhe custou 1500€ por ano. Ao fim de 10 anos, este veículo terá um valor residual inferior a 20%, pelo que se o vender recupera, na melhor das hipóteses, 3000€, ficando-lhe a máquina em 12 000€, ou seja, 1200€/ano.



Terá um seguro anual que, no mínimo, lhe custará cerca de 250€.



As revisões, em oficinas da marca poderão custar 300 a 400€ a cada 20.000 km.



A cada 60.000km o seu carro deverá precisar de pneus novos, o que lhe poderá custar cerca de 300€.



O imposto de circulação custará cerca de 40€ anuais.



Se percorrer cerca de 20 000km por ano, significa que em custos fixos anuais, o seu carro lhe custa 1200+400+300/3+40. No total, 1740€ por ano, mesmo que esteja parado na garagem. Ou se preferir, 1740€ por cada 20 000km, ou seja, cerca de 9€ por cada 100 km que percorre.


Se o seu carro consumir em média 6 litros de gasolina a cada 100km, por ano, você gasta cerca de 1700€ em combustível (20000km/100 x 6litros x 1.40€).



Feitas as contas:


1ª Contando com o custo do automóvel, você gasta cerca de 290€/mês


(1700€/12meses + 1740€/12meses).



2º Não contando com o custo do automóvel, você gasta cerca de 190€ por mês com o seu veículo (1700€/12meses + (1740€-1200€)/12meses).



Multiplique por 12 meses, e veja que gasta anualmente, incluindo o custo de aquisição, 3440€ para ter e usar o seu próprio carro.



Só por curiosidade, se o seu ordenado for de 1000€/mês liquidos (o equivalente a cerca de 1400 brutos), você trabalha 3 meses e meio do ano para sustentar o automóvel. 25% do dinheiro que ganha anualmente é gasto com o automóvel, incluindo os subsídios de férias e de natal (14 ordenados).



E não entrei com custos de portagens, de autoestradas e pontes, nem com a inspecção. Se quiser, pode acrescentar uns bons 200€ por ano para este tipo de despesas.



E não se esqueça da probabilidade de ter um acidente de automóvel em que é o culpado. A totalidade dos custos de reparação do seu veículo são por sua conta, se tiver um seguro apenas contra terceiros.



Já alguma vez tinha feito estas contas?



Imagine que abandona a utilização do seu automóvel para se deslocar todos os dias para o trabalho. Poderá poupar mais de 1000€ por ano, reduzindo os gastos com combustível e desgaste do veículo (revisões, pneus, portagens, etc). Com esse dinheiro pode, por exemplo, viajar para qualquer canto da Europa.


Desta forma, utilizaria o carro apenas para lazer, aos fins-de-semana, noites, feriados ou férias.


Só por curiosidade, imaginando que paga mensalmente 500€ de prestação do seu crédito à habitação, se não tivesse carro, poderia pagar mais 290€ (quase 800€) pelo mesmo crédito, mantendo as mesmas despesas mensais. Ou seja, poderia ter uma casa, ou maior, ou mais bem localizada. Por exemplo, mais próxima de seu local de trabalho. Com uma vantagem: um dia que venda essa casa, recuperará o dinheiro gasto nas prestações. O dinheiro que "queima" em combutível, esse, nunca mais vê.


Sunday, June 08, 2008

porto - parque oriental


Porto


Não há muito que se possa dizer para descrever a forma como a minha cidade, o Porto, tem sido (pseudo) administrado. É interessante (mas doloroso e desastroso) verificar os supostos reponsáveis políticos empenhados num frenético processo de desresponsabilização, acossados por uma febre privatizante sem precedentes. Equipamentos e património municipal a serem alvo de processos de privatização e entrega do património público e municipal a entidades que não visam mais do que o seu próprio lucro. Esta febre não conhece qualquer género de limites. É um Porto à moda de “Rio” cujo o único programa político parecem ser corridas de carrinhos e aviões. Não gosto de me meter em política, sobretudo a partidária, mas, acima de tudo, não posso permanecer indeferente à forma como a minha cidade tem sido (pessimamente) tratada. Ao mesmo tempo, vejo a política de Ambiente desenvolvida como pouco mais do que virtual ... Tal como a nível da cultura municipal o que se passa a nível ambiental é pouco mais do que ... nada. Não se passa nada no Porto, parece que só há lugar para passar aviõezinhos, carrinhos de corrida, espectáculos musicais pimbalheiros ... e é isto. Zonas verdes? Ambiente? Mobilidade sustentável? Que é isso? Parque Oriental? Isso então, que é isso?

E partilho esta mais que valiosa reflexão sobre o Parque Oriental pelo sempre atento e interventivo Bernardino Guimarães:



O Parque Oriental



Figurando em praticamente todos os programas eleitorais autárquicos

desde há muito, o Parque Oriental aparece e desaparece da agenda

política municipal ao sabor de conveniências e impulsos. Para o

Porto, este espaço verde significa a última oportunidade de um

acrescento significativo e estratégico ao seu parco acervo de zonas

de lazer e de fruição da Natureza, claramente insuficiente hoje em

dia.



Situado na freguesia de Campanhã, entre os rios Tinto e Torto,

encravado num tecido urbano deprimido e esquecido, subsiste ainda aí,

e resiste, um conjunto de grande importância ecológica, feito de

corredores arbóreos ao longo do curso dos rios, zonas que foram de

produção agrícola e vestígios de quintas. Exposto à degradação, os

rios contaminados e quase transformados em esgotos a céu aberto, nem

por isso ficou irremediavelmente comprometida a possibilidade de

recuperação e de resgate da beleza e da biodiversidade. Se o

esquecimento daquela zona da cidade foi factor de empobrecimento e de

abandono, a verdade é que permitiu, contra o que acabou sendo regra

em todo o concelho portuense, a permanência de pequenos bosques e de

margens ribeirinhas onde a Natureza ainda tem lugar.



Recuperar e restaurar esse património, fazer da criação de um grande

espaço verde uma alavanca para a melhoria da qualidade de vida das

populações, integrar esse esforço num gesto mais abrangente que ligue

ao vizinho concelho de Gondomar, alargando se possível o espaço e o

alcance útil da iniciativa - eis o que é necessário e urgente.



Mas, o que vemos? Há quatro ou cinco anos, a teimosia inexplicável da

Câmara, imposição de tecnocratas sem bom senso, conduziu à construção

da chamada "Alameda de Azevedo", uma ferida que ficou, mutilando o

território sem vantagens aparentes para a mobilidade da freguesia e

cortando em dois o que deveria ser futuro Parque Oriental.



Apesar da polémica suscitada, nada deteve os mentores do

atravessamento, para o qual havia alternativas e que não veio, de

resto, resolver os problemas reais daqueles confins de Campanhã.

Feito isto, e após algumas tentativas de reanimar a ideia do Parque

Oriental, da responsabilidade do então vereador do Ambiente, o

silêncio voltou a cair sobre a promessa sempre adiada. Os últimos

orçamentos municipais já nem se lhe referem. O Gabinete para o Parque

Oriental foi extinto. Não se conhece, do actual vereador do Ambiente,

ideia alguma sobre o assunto.



Única novidade como resposta às acusações de esquecimento do que

seria a segunda maior zona verde da cidade, o edil encarregue do

Ambiente terá alegado, em sua defesa, que o projecto está parado à

espera de uma decisão sobre o local de entrada do TGV na Invicta!



É caso para dizer só faltava mesmo mais esta? sem que a novidade nos

convença. Nada pode justificar que se deixe cair a ideia do Parque

Oriental. É certo que os portuenses conhecem mal aquele sítio e o seu

potencial. Para muitos, está a falar-se já de algo de "exterior" à

cidade. Mas não é assim. Além do mais, precisa-se de uma abordagem

metropolitana quanto a corredores ecológicos, áreas verdes, rios e

ordenamento do território. Continuamos com uma carência estrutural de

espaços verdes públicos, a anos/luz da percentagem por habitante que

é comum nas cidades europeias. É muito importante que se demonstre,

na prática, que a salvaguarda do que resta de natural, pode ser, e é,

um instrumento de humanização da cidade, tanto mais necessário quanto

são carenciadas e pobres as áreas em questão. Convém que se diga à

cidade, com franqueza, se esta é, afinal, uma promessa para ficar na

gaveta!



Bernardino Guimarães

http://jn.sapo.pt/2008/01/29/porto/o_parque_oriental.html



Deixo ainda uma passagem do livro “Be the Change” muito a propósito:



Por todos estes aspectos, pode-se facilmente afirmar que os modelos de urbanização que têm vindo a ser seguidos, sobretudo se pensarmos numa densa aglomeração de construções e indivíduos, são um dos aspectos mais nevrálgicos na elevada insustentabilidade que tem vindo a caracterizar a nossa sociedade e consequentemente vindo a gerar a generalidade dos problemas sociais e ecológicos (pessoalmente creio que ambos os conceitos acabam por ser um só e o mesmo) que têm vindo a caracterizar a nossa realidade. Obviamente que o que está em causa não é termos de voltar a viver todos em aldeias ou de forma totalmente igual à dos nossos avós (muitas vezes é esse tipo de manipulação que os defensores do sistema, e dos modelos de exploração que lhe estão implícitos, tentam afirmar, tentam de forma manipuladora afirmar que uma qualquer crítica ao sistema industrial e ideológico instituído é um retorno ao passado) mas creio que é importante reflectirmos sobre as diversas transformações ocorridas no nosso estilo de vida sobretudo num contexto pós industrial. Reflectir também sobre em que medida registamos progressos, ou, se pelo contrário, regredirmos e gerámos problemas e modelos de vida extremamente nefastos para o ambiente, para vida, para nós próprios. Em suma: estilos de vida que são o oposto da sustentabilidade ecológica, social e individual essenciais ao nosso verdadeiro progresso colectivo e individual.”

in Pereira, Pedro Jorge; “Be the Change you Want to See - uma outra perspectiva do mundo através do voluntariado”, (Porto, Planeta Terra: GAIA, 2006) p.61

Thursday, May 22, 2008


A Verdade no Tibete por detrás das mentiras do Governo Chinês

esta foto elucida muito bem sobre os supostos tumultos, supostamente lançados pela população Tibetana no Tibete. Não é de hoje que determinados governos, nomeadamente ditaduras, se socorrem da manobras como esta para conseguir voltar a opinião pública contra determinada causa, nomeadamente independentista.

Mas sem mais comentários (uma imagem vale mais que mil palavras): São bem explícitas as vestes de monge debaixo dos braços do militares chineses ...

Thursday, April 24, 2008

“Conversas da Terra”, no agrupamento de escuteiros de Grijó


13 de Abril de 2008 – no contexto da realização de prova para obtenção de Insígnia foi endereçado um convite ao GAIA para que pudesse enviar algum activista para abordar e falar um pouco sobre “as questões ambientais”. Tive o privilégio de ser o membro que foi, então, em representação do GAIA participar e dinamizar essa sessão.

Primeiro procedeu-se a uma breve apresentação do “facilitador” e dos participantes. Depois dos temas a abordar.

A primeira parte da sessão propriamente dita consistiu na apresentação e breve discussão de alguns conceitos chave para a compreensão mais geral do tema, assim como contextualização do mesmo.

Na segundo parte decorreu um debate sobre as questões apresentadas. Devido ao excesso de tempo que decorreu a primeira parte não foi possível desenvolver uma actividade prática que havia sido planeada, passando-se directamente da parte de formação sobre conceitos chave para o debate. O que de resto seria também algo previsível face às inerentes contingências temporais para a própria sessão.

No agradável espaço do auditório, em Grijó, encontravam-se cerca de 15-20 participantes de diversos segmentos etários.

Pedro Jorge Pereira


Friday, April 11, 2008

Tell leaders to support Tibet! [en]


Sem me alongar muito, em causa está a situação da opressão sobre o povo
Tibetano por parte do Governo Chinês, uma situação que recentemente
saltou para os olhos do mundo e em relação à qual, mais do que nunca,
podemos dar o nosso contributo, por muito pequeno que possa parecer.
Sendo assim, peço-vos pois que leiam o texto abaixo (creio que o Inglês
será de relativamente fácil compreensão para vocês, e não tinha
disponibilidade para o traduzir para português) e que "percam" alguns
breves minutos para assinar a petição.
Muito obrigad@ pela vossa atenção
Abraços e Beijinhos grandes,
Pedro Jorge ;O)

_ _ _

Hey there,

I've just sent a message to my head of state about the crisis in Tibet.
You can do the same at this link:

http://www.avaaz.org/en/tibet_report_back/97.php/?cl_tf_sign=1

...below is the full message about this effort from Avaaz.org.

Thanks!

-------------------

Dear friends,

On Monday, thousands of people in 84 cities worldwide marched for
justice for Tibet--and delivered the 1.5 million-signature Avaaz
petition to Chinese embassies and consulates around the globe. (Click
below for photos.) Avaaz staff have engaged with Chinese diplomats in
New York and London, delivering the petition and urging action. And a
growing chorus of world leaders is joining the call.

China is on the fence--indicating an openness to talks with the Dalai
Lama, while at the same time pressuring other governments to support its
continuing crackdown. Each day, more leaders declare their stance. It's
time to redouble our efforts--click below to send a personal message to
your head of state, urging support for dialogue with the Dalai Lama--and
check out the photo gallery from Monday's day of action!

http://www.avaaz.org/en/tibet_report_back/97.php/?cl_tf_sign=1

Together, we've built an unprecedented wave of global pressure. The
Avaaz petition is one of the biggest and fastest-growing global online
petitions on any topic in history; since it launched on March 18, it has
been signed by 100,000 people per day--an average of more than 4,000 per
hour, day and night.

Politicians understand that there is power in numbers. We need to show
them that they have more to gain by listening to their own people--and
heeding the cry for help from Tibet--than by giving China a pass in the
lead-up to the Olympic Games.

We're privileged to be alive at a time when people anywhere can reach
out and support people everywhere--instantly. If we have the power to
make things better, we have a responsibility to act. Thanks for what
you've done so far, for the people of Tibet and for a more humane world
for all.

With hope,

Ben, Ricken, Graziela, Galit, Paul, Iain, Pascal, and the Avaaz team

PS--Here are some links with more information on the Tibetan protests
and the Chinese response:

"China softens Dalai Lama stand" -- Wen Jiabao calling for dialogue
http://www.telegraphindia.com/1080401/jsp/foreign/story_9081121.jsp

Dalai Lama expresses appreciation for world reaction, appeals for
continued support; also sends appeal to the Chinese people:
http://dalailama.com/news.221.htm
http://dalailama.com/news.220.htm

China announcing support from governments around the world:
http://news.xinhuanet.com/english/2008-03/20/content_7829212.htm

Leaders across Europe and Asia starting to back dialogue as the way forward:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/7300157.stm

Chinese Prime Minister attacks "Dalai clique", leaves door open for talks:
http://news.xinhuanet.com/english/2008-03/18/content_7813194.htm

Other Chinese signals:
http://timesofindia.indiatimes.com/China_looks_at_India_to_talk_to_Dalai_Lama/articleshow/2875142.cms

You are receiving this email because someone sent it to you via the
"tell-a-friend" tool at Avaaz.org. Avaaz retains no information about
individuals contacted through this tool. Avaaz will not send you further
messages without your consent--although your friends could, of course,
send you another message.

Friday, April 04, 2008

Petição pela Linha do Tua


Está disponível em http://www.petitiononline.com/tuaviva/petition.html uma Petição pela preservação e desenvolvimento da Linha e do Vale do Tua, patrimónios únicos de Portugal, nos níveis arquitectónico, paisagístico e natural. Este património está em risco de desaparecer para sempre, afogado nas águas de uma barragem que o Governo pretende impor aos trasmontanos, delapidando ainda mais essa região, e não trazendo benefício algum nem aos locais, nem ao próprio país.

Gostaria de contar com o vosso apoio contra este gravíssimo atentado às liberdades e direitos dos cidadãos nacionais, cuja opinião não foi tida em conta, ao deixarem neste documento a vossa assinatura.