Monday, August 20, 2007

Da Ecologia do Ser ao Ser da Ecologia


Da Ecologia do Ser ao Ser da Ecologia


No dia 18 de Agosto decorreu no Parque da Cidade, no Porto, o inédito encontro “Harmonia em Movimento”. Nele tive a oportunidade de juntamente com o Pedro do projecto Raízes, apresentar uma muito informal “sessão de discussão” que sugeri chamar “Da Ecologia do Ser ao Ser da Ecologia”. Decorreu num ambiente extremamente agradável e fluído. Nela foram abordadas muitos dos principais temas do projecto “Be the Change”. Uma experiência, sem dúvida, a repetir. Tal como o “Harmonia em Movimento”. A repetir!!! certamente nunca será repetitivo, mas sempre melhor e mais melhor! O que não é um desafio nada modesto dada a qualidade deste primeiro evento ;O)


http://harmonia-em-movimento.blogspot.com/

http://www.raizes.org/


Friday, July 13, 2007

Ecotopia 2007 [en e pt]


[en e pt]

Estás convidado para o Ecotopia 2007

You are invited to Ecotopia 2007 – Migrations


http://www.ecotopiagathering.org/


PT


O Ecotopia é um acampamento anual de activistas de toda a Europa e um encontro aberto a todas as pessoas interessadas em questões ambientais e de justiça social. O Ecotopia acontece todos os anos desde 1989, sempre num país diferente. É organizado pela EYFA (Juventude Europeia pela Acção) e por uma ou várias associações ambientais do país, que funcionam como organização que acolhe o evento. Neste ano, a 19ª edição irá decorrer em Portugal, promovida pelo GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental).

O Ecotopia é um local de aprendizagem, partilha de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas, entre outras. Entre 200 e 600 pessoas participam em cada edição do Ecotopia, para partilharem conhecimentos e discutirem sobre um amplo leque de assuntos, tais como: alterações climáticas, transportes e mobilidade, transgénicos, agricultura biológica, construção ecológica e infraestruturas sustentáveis, política e sistema económico global, estratégias para acções, experiências de campanhas, medias alternativos, migrações, racismo e xenofobia, questões culturais, influências sobre e das pessoas...

Todos os anos o Ecotopia tem um tema diferente, que se tenta que tanto esteja relacionado com o local, como que vá de encontro às emergências globais. Sendo assim, o tema escolhido este ano são as migrações, que terão especial relevância nos dias 10, 11 e 12 de Agosto.

O Ecotopia é igualmente um modelo funcional de comunidade auto-sustentável que coloca em prática os princípios de um estilo de vida alternativo e mais amigo do ambiente: tomadas de decisão por consenso, reciclagem de lixo, refeições vegetarianas, uso de energias alternativas... Sempre que possível, @s ecotopian@s participam em acções de voluntariado na zona, tentam envolver as pessoas locais nas questões do ambiente, assim como capacitam organizações locais.

O Ecotopia tem uma estrutura horizontal (não-hierárquica) e auto-organizada; a tod@s é pedido que tomem parte no funcionamento do campo, resolvendo problemas e tomando decisões. E tod@s são responsáveis pelo programa!

O Ecotopia funciona no sistema de ecotaxas - um sistema económico alternativo baseado no padrão de vida e rendimento médio de cada país, em vez de baseado nos mercados financeiros, o que significa que cada um no Ecotopia paga pela comida o mesmo que pagaria no próprio país.

Uma das melhores formas de chegar ao Ecotopia foi sempre a BikeTour.

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EN


This year Ecotopia will take place between 4 - 19 August in Aljezur in the south of Portugal.


What is Ecotopia?
Ecotopia is a two-week activist camp and an open event for everyone interested in environmental and social justice issues. Ecotopia takes place every summer since 1989 in a different country. It is organized by EYFA (European Youth For Action) and hosted by local grassroots environmental organizations. This year, the 19th Ecotopia will be hosted by
GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental).
Ecotopia is a place for networking, learning, exchanging experiences and spreading information about environmental, social and political issues and campaigns. Several hundred people attend Ecotopia each year to share skills, to discuss alternatives and to address a wide range of themes and issues like strategies for actions and campaigns, racism, xenophobia, homo- and queerphobia, creative dissent, alternative media, social centers, sustainable building and infrastructure, organic/fair trade food and farming, climate change, biological diversity, GMOs, etc.


This years' theme 'Migration'
Ecotopia covers a wide range of issues but has each year a particular topic that stands out. This year we look particularly at the theme Migration. There will be a 3 days Migration Focus on the venue from 10th to 12th of August.
Throughout these 3 days there is space to discuss the reality of a 'Fortress Europe', of detention camps and different kinds of repression on 'illegal' people, and to share experiences in the struggle for equal rights and global freedom of movement for all. In the setting of Ecotopia we will also look into the reasons and effects of urban-rural/rural-urban migrations and address the global increase of environmental refugees.


Community
Ecotopia is horizontally and self-organized. It brings an alternative and environmentally-friendly way of living and organizing into practice: DIY (do-it-yourself), consensus decision-making, waste recycling, a vegetarian/vegan organic kitchen and the usage of alternative energies as much as possible. It is strictly forbidden to use non-ecological stuff (soap,shampoo etc) in the camp. Everyone is asked to involve themselves in decision-making processes, the daily creation of the program and the running of the camp. During the 2 weeks, participants can use Ecotopia as a platform to spread information in the area and to organize local actions or cleanups.


Location
Aljezur is a small town in the south of Portugal situated in the Southwest Alentejo and Vicentine Coast Natural Park in the Algarve region. The landscape is dominated by cliffs, clear sand and dunes. It is known for its archaeological and historical richness. Once founded by Arabs in the 10th century, the Aljezur of today has a mixed population of 2700 inhabitants. Most Aljezurians make their living from traditional agriculture with sweet potato and peanut being typical products for this region.


Alternative Economics
Ecotopia's economics are based on the Ecorates system - an alternative economic system developed by EYFA, which is based on living standards and income of people rather than financial markets. Ecorates currency is used in Ecotopia and in many other meetings and magazine subscriptions with the aim to create fair prices to balance the economical differences between countries. Please help us update the Ecorates by filling in the Ecorates
questionnaire Thank you! For more information on ecorates see www.eyfa.org/ecorates


Take part
We would like to invite everyone interested to come and want to contribute to the program by giving workshops, presentations, discussions and screenings on the theme of migrations and any other interesting topic or environmental issue. Groups and individuals are welcome to present their work, and also to network and plan meetings within Ecotopia.
If you plan to attend Ecotopia please
register online and if you also plan to give a workshop please fill in the workshop form
If you need a visa to come to Ecotopia, please contact Salome (
salomeribeiro@gaia.org.pt) till 30st of June 2007 the latest, better NOW!
If you want to apply for travel reimbursement, please fill in the registration form before 2nd of July 2007.


Prepcamp (23rd of June - 4th of August 2007 )
Every year, before Ecotopia starts, there is a
Preparation Camp of 1-2 weeks in the venue for setting up the infrastructure of the camp. This year Ecotopia Prep-Camp will start 23rd of June 2007. If you want to participate the PrepCamp, please mention this while filling in the online registration forms.

One of the best ways to come to Ecotopia has always been the Ecotopia Biketour.

Bring your projects, ideas, creativity and your tent to Ecotopia!!


EYFA & GAIA
ecotopia@eyfa.org

www.ecotopiagathering.org/

www.gaia.org.pt

www.eyfa.org


Thursday, June 28, 2007

florestas

As florestas, habitats sagrados e ancestrais continuam, por todo o mundo sem excepção, vulneráveis face às investidas da ganância humana.

Interrogo-me se aqueles que procuram avidamente cortar as florestas de forma tão massiva, ou sobretudo os que mandam cortar, se detiveram por breves minutos que fosse “sentindo” a essência de uma floresta. Não é algo propriamente dizível ... descritível ... mas posso sem qualquer sombra de dúvida afirmar que é mesmo algo de único, transcendente talvez ... creio que depois de tal experiência é praticamente impossível olhar para um floresta como um mero aglomrado de madeira pronta a cortar ... infelizmente continuam a ser mais os que olham para o verde das notas de euro e dólar do que para o verde primordial da Natureza ... e somos nós que escolhemos em larga medida o que queremos ver ...

um apelo vindo da Finlândia ...


The destruction of Saami forests in Finnish Lapland started again


The long lasting forestry conflict in Finnish Lappland is again in a very

urgent state. The Finnish state owned company, Metsähallitus,

has started large scale logging operations in the home area of

indigenous

Saami people on the 14th of May, 2007.


These logging have been critisized for the following reasons:


-there is no solution yet for the land ownership conflict between

indigenous Saami

people and the Finnish state.

-the Finnish state has not proven to be the actual owner of the forests

that it is logging right now.

-the clear-cutting style of logging ancient forests in the extreme north

of Europe cannot be accepted from an ecological and micro-climatical

point

of view.

-the loggings destroy the very basis of the culturally important Saami

free grazing reindeer herding tradition

-the loggings waste the ancient forests and its wood and leave less

possibilities for future truly sustainable continuous cover forestry

without destructive clear cutting.



Among others Union of Ecoforestry urged Finnish

parliament to stop the logging immediately and distributed for

parliament groups the documentary movie Last yoik in Saami forests

(http://elonmerkki.net). Until now there has not been any public

reaction

by the Finnish government. The silence in Finnish media also

continues.


The director of the movie, Hannu Hyvönen, expressed his feelings

about the

on-going loggings recently: "It is quite easy for us to update this sad

turn-up in the documentary movie, but we cannot update these forests

which

are now again cutted down."


The documentary movie can also be loaded here:

http://video.elonmerkki.net/last_yoik.mp4


More info and links:

http://elonmerkki.net



The short history of this conflict with video clips from the movie

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1. Centre of Saamiland


In northern Lapland, over one thousand kilometres north of Finland’s

capital, Helsinki, lies the largest remaining wilderness in Western

Europe. These fells and forests are the homeland of Northern Europe’s

only

indigenous people, the Saami. The land rights issue in the Saami

homeland

is unsolved.


Look the introduction of the scenerys videoclip

http://video.elonmerkki.net/videoreportage/alkumaisema.mp4



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LAST YOIK IN SAAMI FORESTS - A DOCUMENTARY FOR UN


The above clips are part of the documentary movie

Last yoik in Saami forests , 54 min


You can look the version updated April 2007 on the address:

http://video.elonmerkki.net/last_yoik.mp4

The documentary movie is also available on DVD.


For commercial presentations, library use and for tv broadcastings,

please

contact the director Hannu Hyvönen directly at hannu@elonmerkki.net


Contacts:


http://elonmerkki.net


info@elonmerkki.net

tel +358 40 831 7733


Tuesday, May 08, 2007

PIC NIC Vegetariano de Primavera do GAIA, 13 de Maio



PIC NIC Vegetariano de Primavera do GAIA



O vegetarianismo continua ainda a ser desconhecido de uma grande parte da população e, de certa forma, a opção vegetariana, seja por preconceitos ou desconhecimento, contínua a estar fora da maior parte dos hábitos de consumo de uma parte ainda significativa das populações, com as consequências ecológicas, humanas - ao nível da própria saúde - que o consumo de produtos de origem animal, sobretudo a carne, implica.


Esta é pois uma oportunidade para aprender mais sobre o vegetarianismo. No pic nic procuraremos demonstrar práticas concretas relacionadas com a alimentação vegetariana e estilos de vida sustentáveis, nomeadamente através de oficinas temáticas, troca formal e informal de informação sobre o tema, materiais, convívio, etc.


O pic nic será no dia 13 de Maio no Parque da Cidade, mais concretamente no lago junto ao núcleo rural, a partir das 12h.

É necessário trazer: amigos(quantos mais, melhor), os próprios utensílios (de preferência reutilizáveis pois não queremos ser responsáveis pelo desperdício de pratos e copos em papel ou plástico) e comida vegetariana para partihar.


Haverá uma apresentação de dança e uma oficina de materiais reutilizáveis.

Será feita uma recolha de donativos (géneros) para o Refúgio das Patinhas, uma associação que recolhe animais abandonados.

Quem quiser contribuir pode consultar a lista de produtos mais necessários em http://www.refugiodaspatinhas.org/ajudar



Contactos:

porto@gaia.org.pt

918120832

http:\\gaia.org.pt


Friday, April 20, 2007

Wednesday, April 18, 2007

manifesto internacional contra o REACTOR nuclear EPR


manifesto internacional contra o REACTOR nuclear EPR


O GAIA assinou o manifesto internacional contra o REACTOR nuclear EPR e pelas Energias Alternativas

Mais de 1000 organizações em 46 países, personalidades, grupos locais e muitos indivíduos assinaram o apelo.

Quem ainda não assinou, pode-o fazer em:

http://www.stop-epr.org/spip.php?article64


assim como reenviar a informação e o apelo para todos os contactos (associações, grupos, sindicatos, partidos, assim como personalidades: cientistas, artistas, políticos e indivíduos) é na verdade essencial alargar ainda mais a lista de signatários.



GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental de Portugal
Email :
porto@gaia.org.pt
Site web :
http://www.gaia.org.pt/
Remarque : for a nuclear free future


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SEND THE TEXT BELOW TO YOUR CONTACTS
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As we did it, please, sign the international Call below against the french
nuclear reactor EPR.

Sign here :
http://www.stop-epr.org/spip.php?article64

Have a look of the signatories in 37 countries at :
http://www.stop-epr.org/spip.php?rubrique29
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International Call to NGOs, groups, trade unions, political parties and
personalities (scientists, artists, politicians...) and individuals.

No to nuclear reactor EPR, Yes to energy alternatives

Despite a huge nuclear overcapacity and even though it is becoming urgent to
develop a new energy consumption management and invest in renewable energy,
the French Government has asked EDF to build a new nuclear reactor, EPR
(European Pressurized Reactor), in Flamanville (Manche/ Normandy). The
French nuclear energy lobby is trying to brush aside any type of alternative
by presenting the public with a fait accompli and by imposing the
substitution of existing capacities for EPRs (European Pressurized Reactor)
in the future.

However, it is obvious that choosing EPR is a wrong decision from all
aspects :

- Energy : France doesn¹t need a big centralized electrical production
capacity for the next decades. Nuclear energy represents only 15% of French
final energy consumption and 3% of the world¹s. It is not a solution to
reverse climate change either.
- Economy : this extremely expensive project (billions of euros) will delay
the necessary redeployment of the French industry without addressing its
difficulties.
- Social aspects : the increasing demand for renewable energy will help
create many more jobs (up to 5 times more) and will be more adapted to the
future than nuclear energy. For the same investment, a wind power program
would lead to twice the amount of electricity production, for instance.
- Environment : EPR is not providing any response to the safety, security
and waste management problems which will burden future generations.

Because we refuse the perpetuation of nuclear threat on the planet ;
Because we deny the French nuclear lobby the right to impose a new reactor
on us (French people and the rest of the world) ;
Because we reject the confusion between state service to the public
(³service public d¹état²) and lobbying ;
Because we know this useless investment will end up as a burden on consumers
and future generations in France and elsewhere;
Because we want a future made of clean and renewable energies ;

Together, let¹s say NO to the EPR !

We sign the Call against the nuclear reactor EPR and we join for the
Cherbourg anti-EPR rally of April 15th - 16th, 2006 . This rally will also
be an opportunity to commemorate the Chernobyl 20th anniversary together.

NGOs, groups, personalities, trade unions, political parties, individuals
send your signature quickly :
http://www.stop-epr.org/spip.php?article64

Monday, April 16, 2007

Uma Europa sem armas nucleares


um manifesto que me parece “obrigatório” divulgar, até pelas menções no livro “Be the Change ...” à questão do armamento e dos seus impactos na (des)ordem mundial ...

creio que a Paz deve, antes de tudo o mais, ser a causa primordial de todos os seres e de cada ser individualmente ... a Paz começa em cada um de nós e acaba, talvez, na imprescindível negação da bárbarie da guerra ou qualquer forma de violência sobretudo militarista e organizada ...



EUROPA PELA PAZ

Uma Europa sem armas nucleares



Em todo o mundo, os cientistas e os artistas, os militares e os pacifistas, as mulheres e os homens, os jovens e os idosos, dizem: A guerra é um desastre!



A Europa representa para muitos uma aspiração, um modelo económico, uma referência cultural, a própria ideia de bem-estar e segurança social. A União Europeia cresce e há sempre novos países a pedirem para fazer parte da mesma.

A Europa quer “promover a paz, os seus valores e o bem-estar dos povos”, mas este desejo choca com uma realidade que nos últimos anos tem mudado velozmente: a guerra ao terrorismo; a ocupação do Iraque; o recurso à violência para resolver os conflitos internacionais, regionais e locais; a estratégia da guerra preventiva e sobretudo uma nova louca corrida ao armamento nuclear.

As declarações dos Estados Unidos da América e da França, sustentando a possibilidade de serem eles os primeiros a usar a bomba atómica contra o terrorismo, as afirmações do Japão sobre a possibilidade de entrar no mundo das armas atómicas para fins defensivos, a intenção do Irão e da Coreia do Norte de continuar com o seu programa nuclear, deixam toda a gente consternada.



A Europa, abdicando do seu papel de potência económica e cultural mundial, fragmentada nos seus governos nacionais e subordinada à estratégia política e militar dos Estados Unidos, aceita a instalação de novas bases, favorecendo o agravamento das tensões internacionais.

Ao invés, os povos em toda a Europa estão a pedir: Dêmos uma oportunidade à paz!



A Europa não deve apoiar nenhuma política que arraste o planeta para a catástrofe: está aqui em jogo a vida de milhões de pessoas, está em jogo o próprio futuro da humanidade. As armas nucleares têm que ser desmanteladas hoje, antes de ser usadas; depois será demasiado tarde. Os políticos têm de estar à altura da situação ou saírem de cena!



A Europa tem a oportunidade histórica de ser um modelo positivo e mobilizador para todos aqueles países que estão a entabular a integração regional na América Latina, na Ásia e em África. A Europa tem a oportunidade de pôr em marcha uma política internacional de distensão e de paz, que possa abrir os novos horizontes e os novos caminhos que o ser humano necessita de percorrer. A Europa tem a oportunidade de se pôr à cabeça de uma mudança de época como vanguarda da Nação Humana Universal.



Pedimos que a Europa escolha uma política de paz, decidida e não-violenta. Pedimos as seguintes medidas urgentes e irrenunciáveis:



- Uma Europa livre de armas nucleares, exigindo aos EUA a retirada de todos os dispositivos nucleares presentes nas bases da NATO e o seu desmantelamento, bem como a eliminação dos arsenais nucleares da França e do Reino Unido, como primeiros passos para pôr em marcha um programa de desarmamento nuclear global sob a supervisão da ONU.

- Declaração de ilegalidade das armas nucleares, de acordo com a sentença do Tribunal Internacional de 1996.

- O cancelamento de todo e qualquer acordo para a instalação ou ampliação de bases militares de potências estrangeiras no nosso território.

- A retirada das tropas de países europeus dos territórios ocupados.

- A procura da mediação diplomática e do diálogo para a solução dos conflitos.



Nas ruas das grandes cidades e nos seus subúrbios, nos pequenos centros urbanos e rurais da Europa, algo novo está a nascer: é uma sinfonia doce, mas potente, que, tal como um furacão, arrasa com cada injustiça, cada abuso, cada violência. Ninguém pode silenciá-la porque é a esperança mais profunda do ser humano!



Amigas e amigos de toda a Europa, construamos com a força da não-violência uma Europa de paz!



Praga, 22.02.2007

Giorgio Schultze


Tuesday, April 10, 2007

Feira Ecológica em Santa Maria de Lamas


A 20 de Março o GAIA esteve em Santa Maria de Lamas na Primeira Feira Ecológica do Colégio local, uma inciativa que decorreu com bastante sucesso a entusiasmo dos jovens alunos. Na banca do GAIA, graças ao activismo das Gaiatas de serviço, esteve o livro “Be the Change” ... escrito sobretudo a pensar nos jovens e para os jovens ...


Thursday, March 22, 2007

almoçar sobre pedais ...


este tipo de notícias merecem sempre ser divulgadas, até pelo efeito “multiplicador” que podem sempre ter ... oxalá assim seja!!!


Estudantes da Ginestal Machado podem ir almoçar de bicicleta


Cinquenta bicicletas foram postas à disposição dos alunos do 10.º, 11.º e 12.º anos da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, em Santarém, para que possam ir de bicicleta almoçar a casa e regressar à escola. Fomentar a actividade física saudável e menos poluente e contribuir para uma cidade mais dinâmica, jovem e com maior consciencialização dos automobilistas face aos velocípedes, é o objectivo. O protocolo, designado de "Al-moços sobre rodas", foi assinado quinta-feira entre a presidente do conselho directivo da escola, Henriqueta Carolo, e a vereadora da Câmara de Santarém, Lígia Batalha (PSD). A autarquia adquiriu as bicicletas.


À hora de almoço os estudantes do ensino secundário vão poder requisitar as bicicletas de todo o terreno e capacetes para se deslocarem para casa ou outro local e poderem depois regressar à escola. A preferência será dada aos jovens que moram no planalto e aqueles que se possam deslocar em grupo.

Antes de irem para a estrada os alunos vão receber formação em regras de trânsito nas instalações da antiga escola fixa, com a presença dos pais, previsivelmente em horário pós-laboral. Os alunos que se deslocarem nas bicicletas estarão ainda cobertos pelo seguro escolar.


Nessa quinta-feira, 50 estudantes, com Henriqueta Carolo e Lígia Batalha à cabeça do pelotão, desfilaram em torno da escola. Já sem as condutoras mais "velhas", o "pelotão deslocou-se" à câmara para entregar um manifesto pelo ambiente e pela segurança nas estradas. Para Raquel Vieira, acabada de chegar da voltinha pela cidade, a iniciativa tem interesse e até põe a hipótese de passar a ir almoçar a casa de bicicleta, apesar de ser do oitavo ano. "Moro junto ao Modelo e até gostava de experimentar mas penso que devia ser melhor andar individualmente do que em conjunto para haver menos confusão", opina. Quanto ao meio de transporte, diz nada ter a apontar.


Também João Martins, do 12.º ano, diz que se trata de uma boa ideia.

"Principalmente por podermos fazer desporto, mas também para se andar mais à vontade na cidade, sem tantos carros". O estudante, que mora na zona do hospital velho, diz que as bicicletas são suficientemente boas para andar a circular.


Semanário Regional O Mirante - 21.3.2007

http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=279&id=33043&idSeccao=3917&Action=noticia


Thursday, March 01, 2007

alimentação sem crueldade ...




alimentação sem crueldade ...


um dos temas que pressinto, de alguma forma, ter abordado de forma mais lacónica, ou até ausente, no projecto “Be the Change” foi a questão do vegetarianismo e de uma série de considerações \ reflexões que lhe estão associadas ... reflexões que, de resto, são, diria, absolutamente vitais na óptica de uma reflexão profunda e holística do próprio ecologismo e da nossa vida em sociedade ... creio que quando foi abordado o pensamento “biocêntrico” a questão ainda foi implicitamente tocada ...

bom, porque nestas coisas acredito sempre que uma imagem vale mais que mil palavras, aproveito para divulgar o excelente trabalho de informação que a Associação Animal tem desenvolvido no sentido de nos dar a conhecer a realidade que está inerente à “produção” de carne, o que se esconde por trás do bife que temos no prato (uma realidade que tantos de nós persistem em querer ignorar, e porquê? Creio que quem opta por uma alimentação omnívora o deve, sobretudo, fazer em plena consciência, assim como todas as opções na vida).

Tudo em:


www.TVANIMAL.org



Investigação sob disfarce da ANIMAL revela crueldade de que animais de criação são vítimas em unidades agro-pecuárias em Portugal

Investigadores da ANIMAL trabalhando sob disfarce filmaram a realidade escondida da vida e morte dos animais de criação na indústria pecuária em Portugal ::

A ANIMAL revela agora o resultado de uma investigação especial que conduziu entre Setembro e Outubro passados em unidades agro-pecuárias do distrito de Lisboa e Leiria. Trabalhando sob disfarce nesta investigação, investigadores da ANIMAL tiveram acesso privilegiado aos escondidos bastidores da produção de carne, ovos e leite em Portugal, conseguindo filmar unidades de criação de porcos, leitões, frangos, perus, patos, vacas e vitelas, o transporte destes animais, a maneira violenta como são conduzidos, a maneira como são mantidos nos pontos de transferência e, por fim, a maneira como são mortos.

Esta investigação especial permitiu expor a crueldade imensa da produção agro-pecuária intensiva em Portugal, num contexto em que os animais são criados, tratados, mortos e processados por um lado como autênticas máquinas e, por outro lado, como meros instrumentos de obtenção de lucro. Esta investigação deixa claro como a produção animal assenta numa total ausência de qualquer preocupação real com os animais – mesmo em pontos que são legalmente estabelecidos como importantes no que se refere a legislação comunitária e portuguesa de bem-estar animal que não é cumprida –, mostrando também o impacto ambientalmente muito negativo da indústria pecuária, sendo especialmente focado o caso das altamente poluentes suiniculturas, sendo particularmente exposto nesta investigação o caso de várias populações do distrito de Leiria, particularmente na zona da Ribeira dos Milagres, que se sentem afectadas nos seus modos de vida e na ausência de qualidade ambiental das zonas onde vivem devido à existência de muitas suiniculturas.

Veja em www.TVANIMAL.org o vídeo O Que Tem Realmente no Seu Prato?”

Monday, February 05, 2007

Ecologia Profunda


Ecologia Profunda



O conceito de Ecologia Profunda, quase praticamente desconhecido no nosso contexto referencial, é, na minha opinião, um conceito de importância primordial no sentido de se compreender e reflectir sobre o que é o “ecologismo” actualmente. De uma forma geral, conceitos como ambientalismo, ecologismo estão bastante “toldados” por interpretações e visões algo superficiais, normalmente “simplificadas” (até passarem de um ponto de simplicidade para um ponto de superficialidade) pelos mass media, sobretudo os mais “mass”, muito empenhados em reduzir a reflexão ao “mínimo dominador comum” ...

Pessoalmente, uma das questões que me parecem mais relevantes, é a forma como a “ecologia” é integrada na nossa sociedade, sobretudo o grau de importância (ou imensa falta dela) que lhe é atribuída ... a forma como é vista quase como uma questão lateral e acessória quando, na verdade, creio que é muito mais a essência primordial de tudo o que somos, fazemos e pensamos (ou deveríamos, talvez, pensar) ...

a forma como se estrutura o nosso habitat (ambiental e social), o nosso relacionamento com os outros indivíduos e espécies, e, antes de tudo o mais, o nosso relacionamento primordial com todos os elementos naturais, a Terra, a Água, o Ar, o Fogo ...

esta breve divagação surge a propósito da “Ecologia Profunda” ... que preconiza, isto dito de forma algo simples, um retorno às raízes primordiais, a uma maior compreensão ecológica e empatia entre o ser humano e o meio ambiente em que vive ...

por sua vez, isto a propósito de um dos livros mais relevantes e importantes do ecologismo actual e, por inerência, e na óptica de todas as divagações anteriores, uma das obras mais fundamentais para compreendermos quem somos e o nosso mundo actual

é até incrível como uma obra tão inspiradora consiga passar quase tão discreta no nosso país ... ainda mais incrível seria caso não soubéssemos já o que “a casa gasta”.

Se fosse um obra repleta de banalidades, mas assinada por um qualquer guru da domesticação das massas, provavelmente seria super badalada em todos os órgãos de comunicação social ... mas isso já são divagações ... fica o essencial para quem quiser realmente pensar, reflectir, compreender, questionar e, talvez, desenvolver uma profunda ecologia do ser no seu próprio dia-a-dia e existência.



http://www.sempreempe.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=60



Bill Devall e George Sessions, Ecologia Profunda – Dar Prioridade à Natureza na Nossa Vida (Águas Santas: Edições Sempre em Pé, 2004)


Ética Ambiental: Ecologia Profunda

No movimento ambientalista e na filosofia ambiental coexistem várias correntes. A edição próxima e recente de dois livros sobre Ecologia Profunda e Ética Ambiental vêm despertar o interesse por estas perspectivas, por cá pouco conhecidas e debatidas.

"Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os factos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que ela tinha a ensinar-me, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido", escreveu Thoreau no seu "Walden ou A Vida nos Bosques". Thoreau que foi um dos inspiradores da Ecologia Profunda. Como Ralph Waldo Emerson ou, noutros domínios, Aldo Leopold ou ainda Espinosa e o seu Panteísmo, conforme refere Jorge Marques da Silva na sua análise incluída no livro "Éticas e Políticas Ambientais" organizado por Cristina Beckert e Maria José Varandas.

Autores de referência da Ecologia Profunda há três: o fundador Arne Naess, George Sessions e Bill Devall. Este dois últimos, autores de um livro recentemente editado em Portugal, "Ecologia Profunda - Dar Prioridade à Natureza na Nossa Vida".

Mas afinal o que é a Ecologia Profunda? O Jornal Quercus Ambiente foi procurar saber mais sobre esta corrente, em leituras e em conversa com Cristina Beckert, presidente da Sociedade de Ética Ambiental e professora de filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A natureza como um todo

"A ecologia profunda surge nos anos setenta, com um artigo de Arne Naess, um norueguês, que pela primeira vez distinguiu entre aquilo que designou como Shallow e Deep Ecology, portanto uma Ecologia Superficial e uma Ecologia Profunda. E, a partir daí, de algum modo esta terminologia passou a ser adoptada", conta Cristina Beckert. E desenvolve: "O que é que este autor entende por Ecologia Superficial e Ecologia Profunda? No fundo, a Ecologia Superficial, para o autor, são aquelas preocupações ambientais que estão fundamentalmente centradas em preservar os recursos naturais para a utilização do ser humano. O que interessa é a preservação do/pelo desenvolvimento humano e não propriamente a natureza em si. Ora, aquilo que ele propõe é precisamente uma atitude diversa, ou pelo menos mais profunda, daí é que adoptaram a designação de Ecologia Profunda, no sentido de a nossa relação com a natureza não ser uma relação meramente superficial, quase que de instrumentalização da natureza para os nossos interesses, mas que consiste antes em ver na natureza um valor em si mesmo, ou seja há um valor intrínseco da natureza. Esta atitude implica sobretudo uma crítica e um pôr um causa da tendência antropocêntrica de toda a cultura ocidental, com algumas excepções, como é óbvio, e implica uma atitude holista, de ver a natureza como um todo, ver o ser humano como parte integrante da natureza e não como um ser à parte, fora da natureza, que a domina e que a controla".

Este questionar amplo é o que Jorge Marques da Silva realça na distinção entre Ecologia Profunda e Ecologia Superficial, considerando que esta está sobretudo relacionada com o "nível de problematização alcançado pelos indivíduos, isto é, à extensão em que podem e conseguem, de facto, coerente e consistentemente, ligar as suas visões, práticas e acções às suas crenças últimas ou assumpções fundamentais".

O autor esclarece ainda que a expressão Ecologia Profunda, considerada uma corrente da Ética Ambiental, tem sido utilizada "para designar três objectos distintos", o que por vezes tem criado alguma confusão: "o meta-movimento ambientalista e os estilos de vida associados à Plataforma para a Ecologia Profunda; a metodologia de aprofundamento das problemáticas e soluções para a crise ambiental desenvolvida por Arne Naess; e a filosofia ambiental por ele criada, (seu) fundamento último para a acção ambientalista, designada por Ecosofia-T".

Auto-realização e igualdade biocêntrica

De acordo com Bill Devall e George Sessions, dois autores de referência da Ecologia Profunda, "Arne Naees elaborou duas normas últimas, ou intuições, as quais não podem ser derivadas de outros princípios ou intuições". Segundo os autores, "chega-se até elas pelo processo do interrogar profundo", que Jorge Marques da Silva designa por "inquérito ontológico sobre a natureza da Natureza", opondo-o a outros da Ética Ambiental, "sobre o valor da Natureza". Essas normas últimas são a auto-realização e a igualdade biocêntrica.

Para Bill Devall e George Sessions a auto-realização começa "quando deixamos de nos compreender a nós próprios como egos isolados e em competição estreita, e nos começamos a identificar com outros seres humanos" mas exige "uma maturidade e um crescimento maiores ainda, uma identificação que ultrapassa a humanidade, até incluir o mundo não humano". Por sua vez, a "intuição da igualdade biocêntrica consiste em pensar que todas as coisas na biosfera têm um direito igual a florescer, e a alcançar as suas próprias formas individuais desabrochadas, o direito à auto-realização no interior de uma mais vasta realização do Eu. Essa intuição básica é a de que todos os organismos e entidades da ecosfera, enquanto partes inter-relacionadas do todo, são iguais em valor intrínseco".

As duas normas últimas, para estes dois autores, "sugerem uma visão da natureza da realidade, e do nosso lugar como indivíduos (muitos num só) no mais amplo esquema das coisas". Têm também diversas implicações, contrastantes com a visão dominante do mundo, de domínio da natureza pelo homem, propondo uma nova harmonia. Por isso, Arne Naess e George Sessions procuraram definir uma síntese dos seus pensamentos e suas implicações em oito princípios básicos, abertos, nos quais se baseia a vertente prática da Ecologia Profunda.

Eco-regionalismo

De acordo com Cristina Becker a Ecologia Profunda "tem diversas manifestações, a nível político, económico, social, filosófico, religioso". Segundo a presidente da Sociedade de Ética Ambiental, "o que preconizam fundamentalmente é, a nível do poder, uma descentralização, que designam como eco-regionalismo. Dar o poder às comunidades, às pequenas comunidades. Isto implica por sua vez um grande respeito pela preservação da diversidade, não só biológica mas também cultural, que obviamente com a tendência para a globalização vai desaparecendo cada vez mais. Portanto, o que está aqui posto em causa é toda a macroeconomia, a macropolítica, na perspectiva da reabilitação dessas pequenas comunidades com a sua identidade própria. A nível social, fazem uma crítica muito acérrima à sociedade consumista. O que nos dizem é que há necessidades básicas do ser humano, que não são só comer, e dormir e vestir, envolvem um leque de algum modo vasto, mas não tão vasto como as sociedades de consumo pretendem. As sociedades de consumo criam necessidades. É precisamente contra este excesso de necessidades a serem satisfeitas que se insurgem. Consideram que há que limitar um leque de necessidades realmente humanas, que pertencem ao ser humano, e acabar com esse supérfluo de criação de contínuas necessidades para consumo. Isto implica por sua vez, uma filosofia de vida muito virada para a auto-suficiência, tanto individual como comunitária. Claro que muitos apelidam isto de uma utopia".

Nesta perspectiva "as tecnologias são toleradas, desde que não ponham em causa esse equilíbrio da natureza, do todo. Há uma opção clara ou por um mínimo de tecnologia possível ou por aquela tecnologia que não é prejudicial à natureza, como as tecnologias alternativas, que não são agressivas para a natureza".

Segundo Cristina Beckert, para os defensores desta corrente, "a nossa sociedade está toda ela sustentada, digamos assim, pela tecnociência. Eles procuram pôr em causa a validade e, em última instância, a eficácia desse modelo técnico-científico, e propor um estilo de vida que tem uma sabedoria muito própria e pessoal de cada um. Do ponto de vista estritamente religioso, eles procuram inspiração em várias fontes religiosas".

Em Portugal não existe que se saiba, uma expressão organizada que se reclame da Ecologia Profunda. Existem, diz-nos Cristina Beckert "comunidades organizadas segundo estes ideais nos Estados Unidos. É difícil a sua subsistência, mas parte de defender um ideal é sobretudo conseguir levá-lo à prática. Agora, sobretudo é óbvio que estas correntes têm a função de agitar as mentalidades, a função crítica, de chamar a atenção. E obviamente também pelo exemplo. Não me parece possível levar estritamente à letra, se quisermos, este ideal. Mas como ideal ou como utopia que serve para mexer com as pessoas parece-me positivo".

O que existe no nosso país é a corrente mais ampla da Ética Ambiental, nomeadamente com a Sociedade de Ética Ambiental que, como nos informa Cristina Beckert, "surgiu por volta de 2000 e é uma sociedade que se disse sempre de retaguarda, no sentido de que procura reflectir sobre estas questões de valores, de ideias, de categorias, e não de intervenção imediata".

Sofia Vilarigues
QUERCUS Ambiente nº. 16 (Outubro 2005)


Fonte:

http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=601&articleID=1482



Apesar de visão antropocêntrica ser e ter vindo a ser predominante ao longo da história, existem exemplos de civilizações particularmente inspiradoras que desenvolviam e desenvolvem uma forma de pensar essencialmente biocêntrica. Diversas correntes de pensamento, ou filosofias de pensamento (como se preferir designar), provenientes do que nós chamamos de Oriente, por exemplo, constituem exemplos muitos pródigos de visões do mundo e da própria Natureza com um cariz acentuadamente biocêntrico. Correntes de pensamento como o Budismo e o Hinduísmo cultivam um profundo respeito por todas as formas de vida. Determinadas correntes do Catolicismo também, sendo por exemplo S. Francisco de Assiz uma figura histórica a esse nível exemplar. Os designados povos Primeros, muitas vezes classificados pelos colonos europeus como selvagens, possuíam, na realidade, estilos de vida onde normalmente existia um profundo respeito pela Natureza e todas as acções decorriam no sentido de não causar desequilíbrios ecológicos, ainda que provavelmente esta definição nem sequer existisse. Aliás o livro “Ecologia Profunda” consegue abordar de forma particularmente pertinente e cativante esses dados, oferecendo, ao mesmo tempo, uma visão extremamente didáctica dos princípios inerentes à própria ecologia profunda, na qual alguns dos principais elementos inspiradores são precisamente essas culturas.

in Pereira, Pedro Jorge; “Be the Change you Want to See - uma outra perspectiva do mundo através do voluntariado”, (Porto, Planeta Terra: GAIA, 2006) p.146